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The Rossi traz de volta 'Garçom' e outras canções do Rei do Brega

O cantor Reginaldo Rossi é revisitado pela banda criada pelo empresário Sandro Nóbrega; tributo acontece às 22h desse sábado (21), na boate Middô

20 de Julho de 2018, 10:12

Em Maceió, nesse sábado (21), a boate Middô à rua Valdo Omena, 2.167, na orla da Ponta Verde, apresenta a banda The Rossi em tributo ao cantor pernambucano Reginaldo Rossi, famoso pelas canções bregas que emplacou desde os anos 1970 até a morte do artista em 20 de dezembro de 2013.  O ingresso individual custa R$ 60 e a mesa para quatro pessoas está entre R$ 300 e R$ 380.

O grupo The Rossi, criado por Sandro Nóbrega, empresário de Reginaldo Rossi durante 15 anos. O show na Middô, marcado para as 22h, dá uma geral em toda a carreira de Rossi, desfilando hits do início da carreira, que, segundo Nóbrega, “ele nem cantava mais”. “Músicas que o Rossi até nem cantava mais a gente resgatou, o pessoal pedia muito”, explica Nóbrega, afirmando que o show é para “dançar e cantar junto todos esses sucessos“.

“Comecei a trabalhar com Reginaldo Rossi em 1990 e fiquei com ele até o final. Quando eu entrei não tinha muita noção das coisas. O Reginaldo me ajudou muito e eu comecei a pegar conhecimento e montei uma estrutura de show que ele não tinha. Eu era técnico de iluminação, de PA, roadie. Em Salvador, em 1998, fizemos o ‘Arraiá da Capital’, que foi recorde de público até hoje. Em 15 anos, o evento nunca tinha registrado um público como o nosso, de 78 mil pessoas. Engarrafou tudo na cidade. Daí a Sony lançou um disco ao vivo [‘Reginaldo Rossi ao Vivo’, Sony Music] e fazíamos 24 shows no mês. Estávamos em Porto Alegre, no dia seguinte íamos para Manaus – começamos a cantar em grandes festas, rodeios, em campo de futebol, com uma estrutura já boa, bem bacana para isso. A gente cantava junto com o pessoal sertanejo, com Ivete, várias famosos. E fomos para Angola, Guiana Francesa – uma trajetória bem bonita. Para você ter uma ideia, esse disco vendeu um milhão e 200 mil cópias, abriu as portas da televisão, todos os programas a gente fez. O Reginaldo era muito carismático, os apresentadores de programa gostavam muito dele. Quando esteve no Faustão e, agradecendo a oportunidade, o Faustão respondeu: ‘Eu mandei a produção lhe chamar há muito tempo, já era para você ter vindo’. Foi muito bacana.”

Com a morte de Reginaldo Rossi, vítima de câncer no pulmão (“ele fumava muito”, diz Nóbrega), a banda (ou melhor, a “fábrica”, como diz o empresário) fechou. “A gente tinha feito quatro shows no final de semana. Na terça-feira, ele disse estar com dor nas costas; no dia seguinte ele ainda estava e eu perguntei onde é, ele respondeu: ‘No pulmão’. Então falei com doutor Jorge, do Memorial São João, que disse: ‘traga ele aqui para fazer os exames’. Na quinta-feira eu estive lá e o médico: ‘O estado é gravíssimo’. ‘Mas como assim?’, eu perguntei. Deu no que deu, foi câncer e ele não saiu mais do hospital. Tínhamos 18 shows para fazer, inclusive o Réveillon no Recife. A fábrica acabou, fiquei sem chão, sem trabalho, não somente eu, mas todo o pessoal da banda, todo mundo.”

A ideia do tributo veio em janeiro do ano seguinte e no dia do aniversário de Rossi, 14 de fevereiro de 2014 (ele faria 71 anos), a banda foi formada. “Eu conversei com Betinho, filho dele: ‘Bicho, vou montar uma banda, fazer um tributo, a ideia é não deixar que as músicas do Reginaldo caia no esquecimento. Ele disse: ‘Fantástico’ e eu criei a The Rossi. Em janeiro do ano que vem faremos cinco anos. Desde esse primeiro show em 2014, temos feito coisas fantásticas: ‘Virada Cultural’ em São Paulo, temporada de três dias no Teatro Belo Horizonte, festa de padroeira na Paraíba... Estamos indo para Manaus agora – é um começo, uma batalha grande, mostrando ainda a banda.”

E tem música inédita também. “Reginaldo ia gravá-la. O show é bacana, tem gente que chora, o pessoal canta junto. Está cumprindo o papel de deixar o Reginaldo em evidência.”