Promoções

Estudante alagoano representará o Estado no programa Jovens Embaixadores

Eduardo Feitosa viaja em janeiro para intercâmbio cultural e social; ele participará de palestras e dará aulas a colegas norte-americanos

27 de Julho de 2018, 13:36

Promovido pela Missão Diplomática dos Estados Unidos da América, o programa Jovens Embaixadores (JES) levará 50 estudantes brasileiros da rede pública de ensino para um intercâmbio cultural e social. Pelo quarto ano consecutivo, um aluno do Instituto Federal de Alagoas (o Ifal) representará o Estado no projeto. Matriculado no 4º ano do curso técnico de Eletrônica no campus Ifal de Maceió, Eduardo Feitosa dos Santos viaja para o exterior em janeiro de 2015.

Após o período de inscrições, que geralmente acontece no mês de maio na página oficial do projeto no Facebook, o estudante passou por mais quatro etapas. Na segunda fase, ele teve de comprovar os dados que preencheu na pré-seleção – informações básicas como escolaridade e tempo de trabalho voluntário, este sendo um requisito obrigatório. “Também respondi um questionário sobre a minha vida e o que espero para o futuro.” 

A terceira etapa, feita em Alagoas pela Secretaria de Estado da Educação, envolveu duas provas, um oral e outra escrita. “Temas como política, meio ambiente e situações que envolvem liderança foram abordados na prova discursiva”, explica o estudante. A penúltima etapa foi uma visita a casa do candidato. “Eles tiraram fotos de onde moro, da minha família e de onde realizo o trabalho voluntário.” Feito isso, todos os dados foram enviados para Brasília (DF), onde fica a embaixada dos EUA no país, para uma última avaliação de perfil. “Lá são feitas as escolhas dos representantes de cada Estado. Podem ser quatro ou menos.” Segundo Feitosa, foram realizadas aproximadamente 13 mil e 500 inscrições para o programa em 2014, o maior número já registrado desde 2002, ano em que o Jovens Embaixadores foi criado. 

Eduardo Feitosa dos Santos: '“Sempre tive muita vontade de fazer intercâmbio, mas meus pais não tinham condições'

Apesar de não ter precisado do apoio do Ifal durante essas etapas iniciais, o jovem conta que, depois de aprovado nos testes, poderia ter recebido auxílio da instituição em relação a alguns gastos – o que não aconteceu. “A viagem é gratuita, mas alguns documentos necessários, como o próprio passaporte, não é. Para eventos assim geralmente há ajuda por parte do Ifal e eu não recebi.” Segundo o estudante, a existência do programa sequer era conhecida pelo Ifal – e ele nunca conseguiu se apresentar à diretora da escola. “Eu tentei falar com ela várias vezes e tudo o mais... Mas ela nunca pode me receber.” 

Alice Nicolau, estudante do Ifal de Maceió e Jovem Embaixadora de 2011, foi uma das inspirações do estudante para participar do concurso. O Jovem Embaixador de 2013, Rawanderson dos Santos, que é do campus Ifal de Satuba, também o ajudou na jornada. “Seguindo a tradição do programa, Rawanderson é meu padrinho. Apesar de nunca ter conhecido Alice pessoalmente, ela é motivadora.” 

Apaixonado pela língua inglesa, Feitosa ministra aulas gratuitas do idioma há dois anos no projeto social “Let's speak English". “É uma alegria poder ajudar outras pessoas. Uma coisa que eu sempre repito é que, ajudando os outros, você está ajudando a si mesmo.”

Apaixonado pela língua inglesa, Feitosa ministra aulas gratuitas do idioma há dois anos no projeto social “Let's speak English".

”O sonho de se tornar um jovem embaixador é antigo, Feitosa afirma que conheceu o projeto através do programa “Caldeirão do Huck”, da TV Globo, em 2010. “Sempre tive muita vontade de fazer intercâmbio, porém, meus pais nunca tiveram condições para arcar com os custos. Eu me apaixonei pela essência do Jovens Embaixadores. Não é um simples intercâmbio: o escolhido participa de reuniões com o governo americano, como em 2010, que foi Michele Obama, e em 2012 com Hillary Clinton. Sempre gostei da área política e social, ou seja, me encaixo perfeitamente”, explica entusiasmado.

Em janeiro, Feitosa embarca para Brasília onde será orientado antes de seguir para Washington, capital dos EUA. Durante sete dias, participará de palestras e cursos. “São para o desenvolvimento dos nossos projetos sociais”, explica. Sem ter conhecimento da cidade em que ficará, as duas últimas semanas da experiência serão na casa de alguma família americana. “Também participarei de projetos sociais no lugar onde eu ficar alojado.