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Percussionista e cantora Claudia Góes ensina os pontos, os toques e a dança do jongo

Cantora e percussionista realiza palestra e oficina na tarde desta quinta-feira (25), no espaço cultural da Ufal, no centro de Maceió

27 de Julho de 2018, 13:38

A cantora, percussionista e jornalista Claudia Góes realiza a palestra e oficina “Jongo”, a partir das 14h desta quinta-feira (25), no espaço cultural Salomão de Barros Lima, à praça Visconde de Sinimbu, 206, centro de Maceió. Cláudia faz homenagem ao mestre Darcy Monteiro, ou Darcy do Jongo (Rio de Janeiro, 1932-2001), lembrando como ele trouxe do Morro da Serrinha (subúrbio carioca de Madureira) para o mundo, a partir dos anos 1970, esse ritmo originado entre os negros bantos, em cultos religiosos, e que viria dar origem ao semba e, posteriormente, ao samba.

Chamam-no “avô do samba" e é composto de passos variados como o "tabiado" e o "mancador", fazendo da umbigada, segundo a oficineira, "o momento de maior conexão e harmonia entre os dançarinos".

Alagoana de Penedo e morando no Rio de Janeiro, Claudia Góes acabou se encontrando com Darcy do Jongo, apresentando projeto para o edital “Rumos”, do Itaú Cultural, que afinal lançou a coletânea “Cartografia Musical Brasileira", com 12 CDs, em 2001, ano em que o mestre carioca morre, vítima de enfisema pulmonar, aos 69 anos de idade.

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A jornalista e música realiza a palestra e oficina a convite da cantora e dançarina Telma Cesar Cavalcanti, professora da Universidade Federal de Alagoas (a Ufal). Diz que ensinará “os toques no tambor, os pontos e a dança”.

“Descobri o jongo com o mestre Darcy e, juntos, criamos o grupo Jongados na Vida, que completou 15 anos no mês passado”, conta Claudia, lembrando projetos partilhados com o músico.

“Tenho um grande orgulho de ter convivido com o mestre e de ter viabilizado, através do projeto ‘Rumos Musicais’ o registro de sua obra da forma como ele sempre desejou, o jongo orquestrado. Ele criava arranjos para instrumentos de cordas e metais e tinha como sonho ver o jongo no Teatro Municipal.”

Antes desse trabalho para o Itaú Cultural, Darcy Monteiro havia gravado com a banda Caixa-Preta o LP “100% Gonça” (1983) e, com o grupo Vovó Maria Joana, para o selo Gravações Elétricas da Funarj, o álbum “Mostra Seis e Meia Lubrax”. Havia participado, também, das gravações do CD “O Jongo da Serrinha”, lançado postumamente em 2002.