Promoções

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros realiza curso sobre 'Resistência do Racismo na Sala de Aula'

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros mantém inscrições abertas até o dia 4 de abril

27 de Julho de 2018, 13:38

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de Alagoas (a Ufal) abriu inscrições para o curso de extensão “A Lei 10.639/03 e a Questão do Ensino básico: Projeto de Formação do PAAF – Programa de Ações afirmativas”, voltado a cotistas e demais alunos das licenciaturas e da área de humanas. De acordo com a Comunicação da Ufal, são 30 vagas disponíveis. Interessados podem se inscrever ligando para o número (82) 3214 1542, até 4 de abril (segunda-feira), quando começam as aulas.

De acordo com a Comunicação da Ufal, a lei 10.639/03 estabelece, desde 2013, a inclusão no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura afro-brasileira e africana”. "Há cerca de quatro anos”, explica a diretora do núcleo de estudos, Clara Suassuna, “entramos com essa capacitação nas licenciaturas e, nos cursos de Humanas. Já temos isso diluído de uma forma mais geral, incluindo a área de Exatas, mas apenas no formato à distância.”

A diretora avisa que as aulas, nas manhãs de segunda-feira, ocorrerão na sede do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, no espaço cultural Salomão de Barros Lima, no número 205 da praça Visconde de Sinimbu, região central de Maceió. O curso vai até julho, dando direito aos concluintes certificado outorgado pela pró-reitoria de Extensão. A carga horária é de 90 horas/aula

Em quatro blocos, o curso abordará os seguintes temas: “História da Lei e da África”, “Práticas pedagógicas para o Ensino de História e Práticas afetivas” e “Sociabilização e quebra de Resistência do Racismo na Sala de Aula”

Os professores Clara Suassuna, Roberto Santos Lima, Antônio Bezerra, Josélia Santos e Zezito Araújo são os professores que ministrarão as aulas. Segundo a diretora do núcleo, a realização desse curso na Ufal “faz parte das políticas do Programa de Ações Afirmativas”.
"Essa ação é um viés para atender as exigências do programa e foi uma maneira que a gente encontrou de não ficar preso somente ao curso de História.”