Promoções

Escultora Marta Arruda, que começou carreira como soldadora, narra trajetória artística

Escultora (e soldadora) participou de atividade em homenagem aos trabalhadores, na quinta-feira (5), em Maceió

27 de Julho de 2018, 13:38

Em Maceió, na quinta-feira (5), em atividade relativa ao mês do trabalhador, a distribuidora de gás natural Algás recebeu a artista visual Marta Arruda para bate-papo com os funcionários e executivos da empresa. O tema da conversa foi a trajetória da artista, que trabalha com soldagem de metais assim como muitos trabalhadores da Algás.

“Em clima de talk show, Marta abordou suas experiências e o seu trabalho como soldadora e artista, que coincidentemente se cruza com a história do gás natural em Alagoas”, destacou o informativo da empresa enviado à Redação, lembrando que Marta Arruda trabalhou como soldadora de gasodutos, “sendo uma das primeiras mulheres a trabalharem nesse ambiente, predominantemente dominado por homens”.

Marta Arruda e o novo artista da Algás, Adilson Morais

“Em meio aos desafios e preconceitos, Marta foi se descobrindo artista ao soldar restos de chapas e tubos que sobravam nas obras.”
Descobrindo-se escultora nesse processo, a artista passou a criar obras, soldando peças no intervalo de almoço. “Com o passar do tempo, o que era um hobby se tornou sua atividade principal”, destacou a Comunicação da Algás. Marta disse se considerar soldadora até os dias de hoje. “Digo que sou uma ‘artista-soldadora’. Tenho orgulho dessa profissão, que tem uma relação tão próxima com o dia a dia da Algás”, comentou a artista.

O assessor de planejamento e gestão estratégica da Algás, Gerson Fonseca, mencionou os 30 anos de carreira de Marta Arruda “desenvolvendo um trabalho como escultora, uma contribuição imensa para nosso Estado. “Ter Marta na companhia é uma oportunidade dos colaboradores se inspirarem no seu processo de criação, na sua dedicação e nos trabalhos sociais desenvolvidos por ela. Reforça também o nosso compromisso em valorizar a cultura alagoana”, disse Fonseca, mencionando o técnico de operações da Algás, Adilson Morais, “que vê nos restos de materiais uma possibilidade de fazer arte”. “Com as sobras dos gasodutos de polietileno de alta densidade, que antes eram descartados, Adilson confecciona peças como mesas e cadeiras”, elogiou o executivo.

Marta afinal foi presenteada com uma cadeira de dutos de polietileno criada por Adilson Morais. “A ideia foi surpreendê-la”, afirmou Adilson, não escondendo a satisfação de entregar a artista um trabalho inspirado na obra dela. “Escolhi o polietileno de alta densidade, por ele estar presente na rotina de quem trabalha na manutenção de redes da Algás, da mesma forma que o aço esteva presenta na vida de Marta como soldadora.”