Especial

Comunidades fazem reunião no Quintal Cultural para discutir 2º. 'Mundaú Lagoa aberta'

A realização da 2ª. edição do evento é pauta para o encontro que acontece no sábado (17), a partir das 14h, no espaço do Quintal Cultural

27 de Julho de 2018, 13:39

Uma reunião aberta do movimento que integra as comunidades às margens e no entorno da lagoa Mundaú, em Maceió, está marcada para o sábado (17). O encontro, que ocorrerá a partir das 14h no espaço do Quintal Cultural, à rua Sol Nascente, 81, bairro central do Bom Parto, contará, também, com a participação de instituições que atuam na região. A pauta é a realização da 2a edição do evento “Mundaú Lagoa aberta”. A ação que busca melhorar as condições de vida dos moradores da região teve início no ano passado, com uma grande caminhada realizada no dia 16 de setembro, quando se comemorava na capital e em todo o Estado os 200 anos de emancipação política de Alagoas. Moradores dos bairros do Vergel do Lago, Bom Parto, Vila Brejal e Virgem dos Pobres percorreram a avenida Dique Estrada. Centenas de pessoas cobravam a inclusão da região em grandes eventos como o Natal e o Réveillon, exclusivamente voltados para a orla da Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca.

De acordo com um dos líderes do movimento, o músico e poeta Rogério Dyaz, os bairros que circundam a lagoa são "esquecidos pelo poder público". No dia 9 de dezembro foi realizado a primeira edição do “Mundaú Lagoa aberta”, com atividades esportivas, culturais e socioeducativas acontecendo simultaneamente em dois trechos da orla. Dyaz critica a repartição social da cidade e a ausência do Estado na região.

'A ação é semelhante ao que acontece na orla da Ponta Verde, a Rua Fechada, só que nosso caso, chamamos Lagoa Aberta', afirma Dyaz

“Para mim”, diz ele, “a beira da lagoa é a esperança de Maceió para trazermos a sociabilidade. A capital, com a orla lagunar desse jeito, nunca se completa. Fica desigual, fica partida. Com a integração da lagoa, há esperança para a sociedade, na diminuição da violência, diminuição do analfabetismo, do trabalho infantil e, se fizer um trabalho nessa região isso se desdobrará em geração de renda. Existe uma proposta de se revitalizar as barracas da orla lagunar para que o pessoal do sururu venda seu produto ali mesmo. O sururu movimenta cerca de um R$ 1bilhão. Como nós temos uma ferramenta dessa numa orla totalmente abandonada pelo poder público? Se houver investimento, esse valor pode até triplicar a renda deles.”

O movimento apresentou à prefeitura de Maceió uma lista com dez pautas, com propostas de melhoria da orla. São elas: revitalizar a estrutura da orla lagunar, incluindo o Papódromo; providenciar uma estrutura de iluminação adequada; linha de crédito para reestruturar as barracas da orla lagunar; desenvolvimento de políticas públicas para as famílias que vivem da pesca e do sururu; recolhimento regular do lixo; inclusão da orla lagunar no ciclo festivo da cidade (Carnaval, São João, Natal e Ano Novo); estruturação de ações efetivas e permanentes de segurança pública; estruturação de um programa habitacional e de inclusão social para os moradores das favelas da lagoa; estruturação de uma política pública permanente de desenvolvimento territorial de todos bairros inseridos no circuito da lagoa, incluindo a melhoria da estrutura de transporte público; reestruturação dos equipamentos de esporte e lazer da beira da lagoa e construção de uma ciclovia conectando todos os bairros da lagoa.