Promoções

Fortim descoberto em Porto Calvo é tema de seminário na Casa do Patrimônio

Pesquisa vem sendo realizada pelo instituto desde 2013, quando a fortificação foi descoberta no município de Porto Calvo, na região Norte

27 de Julho de 2018, 13:39

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (o Iphan) promove em Maceió, na quarta-feira (21), o seminário “Discutindo o Forte Bass: História, Arqueologia e Restauração”. A fortificação, localizada na Ilha do Guedes, município de Porto Calvo (distante 96 km ao norte da capital), é datada do século 17. A comunicação do Iphan explica que o objetivo do encontro, programado para as 9h, é apresentar para a comunidade a trajetória da pesquisa histórica realizada pelo Iphan desde a descoberta do forte em 2013, a escavação arqueológica e a restauração do fortim. Estão disponíveis 40 vagas para o público, que receberá certificado com carga horária de oito horas. O seminário ocorrerá na Casa do Patrimônio, localizada à rua Sá e Albuquerque, 157, no bairro central do Jaraguá. Interessados precisam confirmar presença no e-mail iphan-al@iphan.gov.br.

Participam do evento os pesquisadores Marcos Albuquerque, coordenador do laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Levy Pereira, pesquisador especialista em cartografia; Benjamin Teensma, historiador da Universidade de Leiden (mais antiga universidade dos Países Baixos, localizada na província da Holanda do Sul), que dispõe de novos documentos sobre o cerco e a conquista de Porto Calvo na década de 1630, descobertos recentemente nos arquivos holandeses; Flávio Calippo, diretor do Centro Nacional de Arqueologia do Iphan, e Adler Fonseca, historiador do Iphan do Rio de Janeiro.

Forte Bass funcionou como ponto estratégico durante o período colonial

Responsável pela pesquisa empreendida pelo instituto, Marcos Albuquerque explica que o pequeno forte de terra, localizado em uma ilha fluvial, funcionou como “ponto estratégico no período colonial”. "Maurício de Nassau [conde holandês que administrou domínios da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais no Brasil e comandou novas expedições durante o século 17] determinou a construção de uma estrutura logística na Ilha do Guedes, onde ficavam os armamentos, munição e, sobretudo, a chamada 'munição de boca', ou seja, os alimentos para a tropa."

A estrutura foi descoberta durante execução do projeto de pesquisa do Iphan sobre a ocupação holandesa na bacia do rio Manguaba

Trata-se do mais íntegro fortim do período holandês no Brasil. De acordo com o informativo enviado à Redação, com a realização dessas atividades – voltadas à produção de conhecimento científico sobre a fortificação histórica – tem sido possível evitar a “perda de informações e, gradativamente, reconstruir aspectos da vida dos cidadãos nos primeiros tempos do Brasil Colônia”. “A pesquisa arqueológica e a restauração estão a cargo do Iphan-AL, responsável também pela elaboração da proposta de requalificação arquitetônica do monumento.”