Especial

Inverno combina com vinho, que faz muito bem à saúde

Segundo pesquisa realizada em São Paulo, o público de terceira idade é quem mais aprecia a bebida, especialmente no Inverno

27 de Julho de 2018, 13:39

Vinho e inverno combinam – isso todo mundo sabe há muito tempo. Atualmente, porém, chama atenção a influência dessa bebida sobre a saúde. Estudos e pesquisas apontam o vinho como protetor do sistema cardiovascular, além da ação preventiva que ele exerce em relação a algumas doenças. Detendo o status de “bebida amiga do coração”, a cada dia o vinho conquista o paladar dos brasileiros, especialmente o pessoal da terceira idade.

“Que o vinho é uma das bebidas mais apreciadas em todo o mundo não restam dúvidas, mas, na mesa dos brasileiros, ele ainda vem conquistando seu espaço”, destaca o informativo da Banca Ramon, o tradicional empório instalado no Mercado Municipal de São Paulo que ouviu mil e 360 pessoas de todas as regiões do país. De acordo com a pesquisa, a média per capta de consumo no país, de dois litros por ano, está bem atrás daquela atingida por nossos vizinhos chilenos e argentinos. “No entanto”, observa o press-release, “uma pesquisa recente mostra que esse cenário está começando a mudar. O levantamento ‘Do Essencial ao Gourmet’ contou com uma amostra composta, em sua maioria, por pessoas da melhor idade – 56% acima dos 50 anos, 20% na faixa etária entre 41 e 50 e 24% com menos de 40 anos – e revela que a grande maioria dos participantes consome bebidas alcóolicas (79%), sendo que 33,2% deles o fazem com regularidade. De acordo com os dados, entre esse universo, o vinho é, disparado, a bebida mais apreciada (64,5%). E não para por aí, pois ele é também a principal pedida na hora de presentear (79,6%).”

Entre os compostos naturais de defesa do fruto contra agressões como exposição solar está o resveratrol, também benéfico ao homem

O estudo revela, ainda, que mais da metade dos entrevistados prefere rótulos de origem importada. “E isso também se estende às outras bebidas, tanto que a cachaça, tradicional pinga brasileira, ocupa a última posição no ranking do consumo”, descreve o informativo enviado à Redação.

Para a nutricionista Juliana Tomandl, essa preferência dos brasileiros “pode ser muito positiva”. “Independentemente da idade, antes do consumo desenfreado é preciso se atentar para alguns detalhes importantes. Além da moderação, que é a regra principal, o consumidor também deve saber que nem todo vinho traz os mesmos benefícios para a saúde. Alguns se destacam quando o objetivo é fortalecer o organismo, mas outros não são tão saudáveis quanto parecem. Isso porque nos processos industriais muitos químicos, aditivos e conservantes são utilizados para padronizar e aumentar a conservação da bebida, desde o cultivo da uva, até o engarrafamento. E o uso dessas substâncias impactam a saúde.”

De acordo com a nutricionista, as vantagens são provenientes da própria matéria prima da bebida, que é a uva. “A fruta possui diversas propriedades terapêuticas graças a uma concentração de polifenóis. A produção desses compostos vegetais é estimulada como resultado de um processo de defesa natural da videira, que acontece diante de agressões externas, como exposição solar e pestes. O composto que mais se destaca é o resveratrol. Algumas pesquisas indicam que a substância possui propriedades antienvelhecimento, que protegem o cérebro e estimulam a digestão. Além disso, também tem potencial para regular o colesterol e diminuir o acúmulo de coágulos nos vasos sanguíneos.”