Cultura

Com mais de 70 apresentações no currículo, coral do Ifal Por Em Canto ajuda no desenvolvimento de jovens

Com mais de 70 apresentações em eventos locais e internacionais, grupo criado pelo Instituto Federal de Alagoas ajuda no desenvolvimento cultural de jovens em todo o Estado

27 de Julho de 2018, 13:39

Rayana era uma menina quando descobriu que havia um coral numa escola da cidade onde morava. Aos 12 anos, sabendo que o grupo aceitava a entrada de pessoas da comunidade, foi lá, fez um teste e nunca mais deixou de participar. Soprano, de voz fininha e desajeitada, transformou-se em uma das melhores solistas do coral e hoje é reconhecida e admirada por onde passa.

"Eu aperfeiçoei a minha voz e ainda melhorei a minha timidez. Dá sempre aquele friozinho na barriga na hora de se apresentar, mas é maravilhoso cantar, fazer as pessoas se emocionarem", diz ela, hoje com 18 anos.

O músico e professor Leonardo Arecippo criou o coral em 2011, como projeto de extensão cultural do Ifal

Rayana é uma das integrantes do Coral Por Em Canto, projeto de extensão do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) criado em 2011 pelo professor Leonardo Arecippo na histórica Marechal Deodoro, distante 32 km ao norte de Maceió. O curso de extensão posteriormente foi atrelado ao Artifal, programa institucional que forma grupos culturais para a preservação e disseminação da cultura e da arte em Alagoas, ajudando, a desenvolver jovens em comunidades em todo o Estado. De 2011 para cá, o grupo já fez mais de 70 apresentações, inclusive em grandes eventos como o “Nordeste Cantat”, a “Bienal Internacional do Livro de Alagoas” e a “Festa Literária de Marechal Deodoro (Flimar)”.

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Apresentação no festival 'Nordeste Cantat', em 2013

A história de Rayana, por exemplo, fica ainda melhor. Depois de entrar no coral, foi incentivada a participar da prova para estudar no Ifal e hoje está concluindo o curso técnico em Guia de Turismo pela escola federal. Como ela, a música também tem estimulado outros jovens de Marechal Deodoro.

"Antes de entrar no coral, eu era muito preguiçoso e irresponsável. Hoje, vejo que tenho mais responsabilidade", conta Vinícius Ferreira, de 16 anos. "Sou muito tímido, mas quando estou junto de um grupo tenho confiança. Fazer parte desse projeto é importante para mim na parte profissional, como instrumentista, e também na parte pessoal."