Cultura

'Transparências', show antológico de Júnior Almeida e Almir Medeiros, abre o 'Quinta no Arena' 2018

Espetáculo estreou em 1993 para lançar o primeiro registro dos dois artistas em gravação de fita K-7; nesta sexta-feira (2), às 19h30

02 de Agosto de 2018, 15:10

Jorge Barboza/ Editor

Em Maceió, o cantor e compositor Júnior Almeida e o compositor, instrumentista e maestro Almir Medeiros apresentam nesta quinta-feira (2), às 19h30, estreando a programação do projeto “Quinta no Arena”, o show “Transparências”. Esse trabalho conjunto é uma releitura de um espetáculo que os dois artistas veteranos realizaram há 25 anos e que foi repetido em 2013. No primeiro show “Transparências”, apresentado em 1993 nas escadarias da Associação Comercial, no bairro histórico do Jaraguá, a dupla fez o lançamento de uma fita K-7 homônima, com o repertório que continua sendo o principal conteúdo do projeto.

“Foi meu primeiro registro musical, em parceria com Almir”, afirma Júnior Almeida em entrevista ao Alagoas Boreal. “Na verdade, estamos comemorando os 25 anos do lançamento dessa fita. Na época, o secretário de Estado da Cultura era o Ênio Lins – eles colocaram uma arquibancada em frente à Associação Comercial, o bairro era completamente abandonado.”

Antes da fita, lembra o artista, o show já havia estreado em Maceió e, curiosamente, correu por algumas cidades do Sul: Porto Alegre, Santa Maria, Blumenau. “Vários lugares”, diz Almeida. “E quando voltamos, fizemos a gravação e lançamos esse show no Jaraguá. Não tem um álbum ‘Transparências’, apenas a fita.”

Júnior Almeida e Almir Medeiros no show 'Transparências', em 2013
Almeida e Medeiros no show 'Transparências' em 2013

E o K-7, ao que consta, há muito sumiu do mercado. “Eu não tenho a fita original, tenho uma cópia”, explica o artista. “Outro dia me deram uma cópia, mas deu problema de rotação. Quem me mostrou essa fita, a original, foi o [historiador, pesquisador e colecionador de música alagoana] Dimas Marques, o cara que tem tudo, né. Ele conseguiu uma fita novinha. O Almir parece que tem uma cópia, que época era um Adat [fitas similares ao formato S-VHS dos videocassetes]. Eu tenho uma cópia de uma fita que foi tirada não sei como.”

Na época, início dos anos 1990, consolidando uma carreira que vinha de um fenômeno musical caeté – a banda Caçoa Mas Num Manga –, Júnior Almeida, assim como outros artistas da capital, não tinha muitas opções para o registro das canções que já vinha compondo com a desenvoltura que é uma marca de suas habilidades musicais.

“A outra opção era vinil. Era caro – pelo menos para a gente naquele momento”, conjectura o cantor e compositor. “A fita cassete era uma opção, uma coisa alternativa. Foi uma opção mais barata, mas era uma mídia que se ouvia muito – todo mundo tinha gravador de fita cassete... Gravador de K-7 e uma caneta Bic.”

Da fita “Transparência” saíram clássicos do repertório de Almeida: “Blue Eyes”, “Poço sem Fundo”, “Lúcia Colagem”. “Músicas que eu toco até hoje”, ele afirma.

O formato da terceira edição do projeto “Transparências” é o mesmo daquele concebido em 1993. “Almir tocando cello, clarinete, essas coisas todas, e dois convidados especiais, a [cantora] Irina Costa e o [compositor e bandolinista] Bruno Palagani. Tocamos a maior parte das músicas que estão na fita, mas acrescentamos canções novas, músicas de agora, inclusive do próximo disco. Demos uma renovada, mas a base é a mesma, são as músicas da fita.”

Transparências – Júnior Almeida e Almir Medeiros – Nesta sexta-feira (20), às 19h30; ingressos a R$ 10 e R$ 20.

Teatro de Arena Sérgio Cardoso – anexo ao Teatro Deodoro – Rua Barão de Maceió, 375, centro da capital.