Cultura

Diogo Oliveira e Ilbert Leaffá: parceria 'antiga' é atração erudita do 'Teatro Deodoro é o maior Barato'

Intérprete e pianista apresentarão o recital 'Abre Alas: Concerto in Duo', nesta quarta-feira (5), às 19h30; em entrevista ao site, Oliveira diz tratar-se de um repertório 'apaixonado'

05 de Setembro de 2018, 08:06

Jorge Barboza/ Editor

O cantor lírico Diogo Oliveira e o pianista Ilbert Leaffá apresentam nesta quarta-feira (5) o recital “Abre Alas – Concerto in Duo”. Trata-se de mais uma atração do programa “Teatro Deodoro é o maior Barato”, com início às 19h30. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10, podendo ser adquiridos na bilheteria do teatro à rua Barão de Maceió, 375 (Praça Deodoro), no centro da capital.

Produzido e dirigido pelo diretor teatral Carlos Alberto Barros (de “Se Tubarões fossem Homens”), o “Abre Alas” do irrequieto Diogo Oliveira (também prestigiado cantor de rock) remete à música erudita brasileira e clássicos como a canção que dá título ao concerto, “Ô Abre Alas”, uma marcha-rancho carnavalesca composta pela grande Chiquinha Gonzaga em 1899.

“Carlos Alberto é do teatro e esse foi um dos pontos que me fez convidá-lo, pois passei muito tempo da minha vida sendo um cantor engessado e venho já há algum tempo me aventurando pela arte da interpretação mais a fundo. Acredito que todo cantor precisa ser ator”, Diogo Oliveira explica a opção por um diretor teatral para conduzi-lo em cena. “O show será em formato de concerto clássico. Mas focado nas canções brasileiras, de compositores consagrados dentro da história da música. O repertório será todo de canções dos séculos 19 e 20.”

Oliveira na edição 2016 do festival 'Em Cantos de Alagoas'

Esperem uma noite de execuções preciosistas, emoção e apuro técnico. “O repertório realmente é clássico”, diz Oliveira, avisando que se trata de um “concerto de canto lírico, com foco em música brasileira, com todas as pompas e rituais que a ocasião pede”. “Compositores como Heitor Villa-Lobos, Paurillo Barroso, Alberto Costa, Waldemar Henrique e muitos outros estarão presentes no repertório selecionado.”

Quanto ao concentrado intérprete de canções líricas – que é, também, professor de música –, não se enganem. Há muito rock’n’roll nas veias desse moço. Mas não terá “Bohemian Rhapsody” no repertório, o clássico da banda inglesa Queen, que vez por outra Diogo Oliveira é solicitado a levar aos palcos. “Sou um cantor apaixonado pelo rock e pela música de concerto. Não somente gosto da ideia de transitar entre os gêneros, como tenho a necessidade desse trânsito.”O intérprete fará apenas uma canção de gênese alagoana, “Casa de Caboclo”, de Hekel Tavares. Ele diz que “foi muito difícil fechar o repertório”. “Foi feito pelo pré-requisito paixão.”

Ilbert Leaffá é companheiro de viagem das antigas. “A gente se conhece desde quando éramos alunos da universidade – desde a década de 2000. Conhecemo-nos desde 2003 mais ou menos, o Ilbert sempre me acompanhou, até em recitais dentro da própria universidade, mais fechados, menores, no departamento de música. Temos uma parceria muito bonita, de quase 20 anos. Temos história dentro do coro da universidade que ambos fizemos parte, dentro do coro Prisma – a gente já tem uma amizade muito antiga, é sempre um prazer ser acompanhado por Ilbert.”