Cultura

'Da Margem para Dentro' traz a temática da arte periférica para a galeria do Cesmac

Mostra em cartaz na galeria do Cesmac apresenta artistas que transitam por técnicas (e temas) urbanos é inaugurada nesta quinta-feira (13) em Maceió

13 de Setembro de 2018, 16:24

Jorge Barboza/ Editor

Em Maceió, a partir desta quinta-feira (13), na galeria Fernando Lopes à rua Cônego Machado, s/n, Farol, entra em cartaz a exposição coletiva “Da Margem para Dentro”, reunindo os artistas visuais Daniel Baboo, Rafael Santos, Levy Paz, Mun Ganga, Tars, Suel, Wado e Yara Barbosa (também conhecida como Pão). O cantor e compositor Wado (revelando-se como artista visual) fará um pocket show dentro do horário do vernissage, que é de 19h até as 22h. A entrada é gratuita.

À reportagem do Alagoas Boreal, a curadora Carol Gusmão disse que a mostra “visa expor artistas que trabalham com o ambiente público, no sentido dos grafites e pinturas ou que expõem temáticas que são consideradas periféricas”. “Por exemplo, o Wado, o Mun Ganga e/ou artistas que trabalham com materiais reciclados dentro desse universo também urbano, que é especificamente o caso de Baboo.”

No informativo enviado à Redação, a comunicação do Centro de Ensino Superior de Maceió (o Cesmac), instituição mantenedora da galeria Fernando Lopes, observa que a exposição “busca compreender o grafite como marca estética, política e simbólica de expressão cultural e também de crítica popular à ordem imposta pela sociedade e pelo Estado”. “Sendo assim considerado também enquanto apropriação criativa de territórios alternativos na busca pela sobrevivência simbólica de certas parcelas da sociedade. Desta forma, o grafite será considerado como um texto a ser lido, interpretado e debatido no espaço da galeria, procurando um movimento inverso à sua historicidade: da margem para dentro.”

Rafael Santos, Pão, Wado, Baboo, Carol Gusmão e Levy Paz/ Foto/ Página FB Carol Gusmão

Carol Gusmão afirma que “a partir dessa inversão”, artistas e curadoria procurarão “contextualizar essa arte enquanto expressão correlata ao processo de (re)territorialização simbólica dos espaços da cidade, bem como seu inerente processo de institucionalização estética”.  “A arte urbana, em especial a pintura do tipo grafite, ela sempre foi vista como algo marginal, algo periférico e após alguns nomes surgirem no cenário internacional, percebemos a presença dessa cultura que antes era marginal dentro dos museus e galerias de arte, atraindo o olhar de colecionadores.”

A exposição pode ser visitada até 30 de outubro, de segunda a quinta-feira, das 13h às 17h; na sexta-feira, o horário é de 13h às 16h.