Especial

Estudantes do Instituto Federal de Alagoas trabalham na criação de uma cadeira produtiva do bambu

Inicialmente, o projeto era estimular o uso de produtos feitos com a madeira da planta em escola pública; aluno do curso superior, Vinícius dos Santos tem planos mais ambiciosos

27 de Setembro de 2018, 12:12

Da Redação

Alunos do Instituto Federal de Alagoas (o Ifal) realizam experiências com o bambu, planta da família das gramíneas (Poaceae ou Gramineae), com mais de mil espécies espalhadas entre 90 gêneros e presentes, de forma nativa, segundo a Wikipédia, “em todos os continentes menos na Europa”. De acordo com a comunicação do Ifal, a ideia inicial do projeto era “estimular o uso de produtos feitos com a madeira do bambu em uma escola pública”.

“Mas a visão cresceu e, hoje, os estudantes do Ifal em Marechal Deodoro já querem contribuir para consolidar uma cadeia produtiva do bambu em Alagoas”, destaca o informativo da instituição enviado ao Alagoas Boreal.

Abordado pela comunicação do Ifal, Vinícius dos Santos, aluno do curso superior em Gestão Ambiental, explica que o bambu é conhecido como “a planta das mil e uma utilidades” (por ser, segundo ele, "uma matéria-prima ideal para diversos fins, desde a confecção de móveis até a produção de energia”). Santos tem, inclusive, utilizado a madeira para fabricar objetos artesanais de decoração. “Tudo isso com baixo impacto ambiental”, afirma o press-release enviado à Redação.

O projeto de extensão intitulado “Sensibilização e Capacitação para o Uso do Bambu em Escola de Boas Práticas ambientais”, foi abraçado com entusiasmo por Vinícius dos Santos, que buscou expandir as experiências com o bambu em outras instituições de ensino. Na escola estadual Rosa da Fonseca, também localizada no município de Marechal Deodoro, distante 28 km da capital, estudantes do Ensino Médio tiveram, segundo a comunicação do Ifal, “o primeiro contato com produtos feitos da planta”. “O projeto é coordenado pelo professor Fabrício Tavares e foi apresentado na quarta-feira (26), durante o Conac (Congresso Acadêmico do Ifal) em Maceió.”

"O bambu”, diz o jovem Vinícius, “tem muito potencial. O que falta são políticas públicas de fomento e capacitação de trabalhadores. O nosso maior objetivo agora é contribuir para consolidar a cadeia produtiva do bambu em Alagoas. Afinal, precisamos de novos materiais que sejam eficientes e atendam nossas necessidades, com impacto ambiental reduzido."