Cultura

Fernanda Guimarães canta sambas e composições românticas de Cartola

Atração desta quarta-feira (3) do programa 'Teatro Deodoro é o maior Barato' traz clássicos como 'As Rosas não falam' e 'O Mundo é o Moinho' e canções menos conhecidas do compositor carioca

03 de Outubro de 2018, 15:45

Da Redação

Fernanda Guimarães estrela nesta quarta-feira (3) o show “No Camarim de Cartola”, que será apresentado no programa “Teatro Deodoro é o maior Barato”, a partir das 19h30. O espetáculo, uma compilação de sambas e canções românticas do cantor e compositor Angenor de Oliveira, o Cartola (Rio de Janeiro, 1908-1980), ela já havia apresentado, há três anos, no Teatro de Arena Sérgio Cardoso.

“As Rosas não falam”, “O Mundo é um Moinho” e “Acontece” e composições menos conhecidas como “Nós Dois”, que o mestre carioca escreveu em homenagem à mulher, Dona Zica, antes do casamento, estão no repertório. Os ingressos, entre R$ 10 e R$ 20, podem ser adquiridos, com antecedência, na bilheteria do teatro à rua Barão de Maceió, 375, centro da capital.

Acompanham a cantora os músicos Wilbert Fialho (violão de sete cordas), Bruno Palagani (Bandolim e cavaquinho), Almir Medeiros (tchelo, clarinete e flauta) e Mikla Waltari (percussão).

“É super ousado fazer Cartola. Amo samba, mas sempre fui do rock. Faço jazz, blues, cantei Elis Regina”, declarou Fernanda à época do lançamento do show no Teatro de Arena, afirmando gostar de desafios. “Ainda mais esse, que é um desafio de raiz. É ousado da minha parte, mas o público vai achar interessante essa proposta.”

O sucesso de “No Camarim de Cartola” em 2015 resultou em duas sessões do show, no mesmo dia, no Arena. Quem não viu, terá a oportunidade de conferi-lo agora, em nova produção. “Também gosto de Lupicínio Rodrigues, Paulinho da Viola e, recentemente, tenho participado de rodas de samba com amigos”, afirmou Fernanda Guimarães ao Alagoas Boreal. “Mas quando ouvi ‘Nós Dois’, comecei a chorar. Cara, que sensibilidade. Ele escreve sobre o casamento de uma forma carinhosa e verdadeira. Daí eu falei, ‘preciso cantar Cartola', e comecei a entrar em contato com pessoas afins e eu pensava, ‘alguma coisa está me chamando para cantar esse gênero’. Nesse dia, ouvindo o som de Cartola no carro de um amigo eu constatei, ‘ele me representa’. Mas eu tinha 11 anos quando ouvi pela primeira vez uma música de Cartola, ‘Acontece’, na voz de Caetano Veloso. Eu me apaixonei.”