Cultura

Edi Ribeiro convida Bruno Hítan para duelo de guitarras

Os dois guitarristas se encontram no restaurante e bar Zeppelin, no centro de Maceió, nessa sexta-feira (19), às 20h

18 de Outubro de 2018, 10:42

Jorge Barboza/ Editor

Embora confessando-se desanimado com a noite de música alagoana “ALalternativa” – que promovia regularmente no bar e restaurante Zeppelin, no centro da capital –, o incansável artista e ativista musical Edi Ribeiro retorna ao mesmo espaço (a noite de sexta-feira no Zeppelin), deixando de lado a miscelânea de composições alagoanas do presente e do passado, que realizou entre os anos de 2017 e 2018, para focar, agora, no que ele diz ser a sua “praia”: a canção alagoana de raiz de Jacinto Silva e Verdelinho e os clássicos de feras como Hermeto Pascoal e Djavan. Criativo, espontâneo e desafiador, o guitarrista, cantor e compositor reveste de rock, jazz e sofisticada MPB essa nossa valorosa gênese musical. Vai rolar nessa sexta-feira (19), a partir das 20h. O Zeppelin fica na rua Desembargador Artur Juca, 40, na região da Praia da Avenida. De quebra, Ribeiro convida outro super guitarrista, o cantor e compositor Bruno Hítan.

Edi Ribeiro no 'ALalternativa', na noite cultural do Zeppelin

“Morguei com o ‘ALalternativa’. Venho falando nesse assunto há um ano e ninguém faz a coisa, não contribui com a divulgação dessa ideia de cantarmos uns aos outros – isso desde o ‘Antropofágico Miscigenado’ [movimento que ele e o cantor e compositor Sebage criaram no final de 2016, realizando happy hours com o microfone livre para a composição alagoana, no saguão do Teatro Deodoro]”, desabafa o artista. “Não vai dar mais. Vou me concentrar mesmo no meu lance regional, nas canções dos mestres alagoanos, Tororó do Rojão, Mestra Virgínia de Moraes, Mestre Verdelinho, Jacinto Silva, Clemilda, Carlos Moura, Hermeto Pascoal, Djavan.”

Edi Ribeiro afirma que a “elite musical maceioense-alagoana" não o “percebeu" como “um amante-provocador-cultural”. “Então é isso. Vamos caminhar sozinhos e aí, talvez, haja algum reboliço. Já não me importo muito também. Só tinha a intenção de provocar e criar um início de movimento coletivo musical das Alagoas. Mas salve a música alagoana.”

Quanto à participação de Bruno Hítan, sobre repertório que vão fazer etc., diz que “a ideia é deixar fluir”. “Vamos tocar de forma livre, sem muito compromisso. Deixar as coisas acontecerem, deixar a liberdade da arte fluir, cada um com sua característica, porém interagindo, juntos, entregando-se às diversas formas harmônico-melódicas do vasto universo musical.”