Cultura

Anderson Fidellis e a Cabroeira sacodem a 'Praça Cultural' de Maragogi

Projeto 'Baionando', que será levado, ainda, a Piaçabuçu, estreia nesse sábado (20) no município do litoral Norte

19 de Outubro de 2018, 19:04

Jorge Barboza/ Editor

O bom forrozeiro Anderson Fidellis e a banda Cabroeira se apresentam nesse sábado (20), na cidade litorânea de Maragogi. O show “Baionando”, marcado para as 19h, ocorrerá na Praça Santo Antônio, no centro do município 125 km distante ao norte de Maceió.

O sanfoneiro, cantor e compositor Anderson Fidellis diz que “Baionando” nasceu como um show, realizado em 2015, que virou projeto e foi contemplado no ano seguinte pelo Prêmio Diogo Silvestre, edital da Secretaria de Estado da Cultura (a Secult). “50% do repertório do show é Luiz Gonzaga – os outros 50% é autoral. Eu fiz isso para homenagear os 70 anos do baião, já que o baião foi gravado pela primeira vez no mundo em 1945, pelos Quatro Ases e um Curinga [famoso conjunto vocal e instrumental dos anos 1940]. O grupo gravou “Baião”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira – ‘Eu vou mostrar pra vocês, como se dança o baião...' Só em 1948 foi que Luiz Gonzaga veio a regravar essa música e fez mais sucesso do que a gravação de 1945 – foi justamente com essa gravação que ele se consagrou ‘o rei do baião’.”

Anderson Fidellis e a Cabroeira: '50% clássicos de Gonzaga, 50% autoral, tudo no mesmo balaio'

Para o acordeonista, a reestreia de “Baionando” – em Maragogi nesse sábado, seguindo para Piaçabuçu em novembro – “tem tudo a ver com o momento agora”. “Estamos em 2018, concluindo esse projeto dentro do prazo do calendário festivo – ainda estamos na comemoração dos 70 anos do baião. Eu mesclo minhas composições aos clássicos de Luiz Gonzaga para que o público possa escutar a parte autoral no mesmo clima que escuta as músicas de Gonzaga. Então eu coloco tudo no mesmo balaio, e eu vendo, entrego e o povo consome e está tudo certo. Não tem aquela trava que o público naturalmente tem com músicas novas.”

A banda é composta por Jônatas Henrique no violão de sete cordas (“a gente apelidou ele aqui no Cabroeira de J7”); Yzi Fidelis no zabumba (“é minha irmã, o Fidelis dela só com um L”), Vasck no vocal e agogô (“é o meu companheiro”) e David Oliveira no triângulo (“é do grupo Clowns de Quinta”).

“Esse projeto”, explica Anderson Fidellis, “visa apresentar esse show em duas cidades do litoral e interior”. Em dezembro faremos em Maceió, no Teatro de Arena Sérgio Cardoso. Nesse show no Arena a gente vai gravar o álbum digital, que será lançado no nosso site, com acesso gratuito e download também, para quem ficar interessado.”

A escolha de Maragogi (“no extremo Norte”) aconteceu por dois motivos, segundo o músico. “Primeiro, a nossa produtora, Whytna Cavalcante, é de lá. Ela já tinha me levado para fazer alguns eventos, apresentações. Segundo, é minha ligação com o padre Júnior. Uma ligação recente, que está dando muito certo. Padre Júnior, da Paróquia Santo Antônio – ele tem um trabalho muito bonito, de cultura popular, dentro da comunidade. Ele promove o projeto ‘Cultura na Praça” todos os meses. É uma quermesse, com comidas, com bingo e com música. No caso agora eu estou indo com fole e o nosso projeto vai estar sendo apresentado dentro do projeto do padre Júnior.”