Cultura

Homero Cavalcante e José Márcio Passos montam e vivem 'O Centenário'

Nesta quinta-feira (15), data de aniversário de 108 anos do Teatro Deodoro, os dois atores veteranos estreiam espetáculo autobiográfico

15 de Novembro de 2018, 12:56

Da Redação

Na data de aniversário do Teatro Deodoro, feriado de 15 de novembro – quando se comemora a Proclamação da República –, a Diretoria de Teatros do Estado (a Diteal) traz os atores veteranos Homero Cavalcante e José Márcio Passos para o palco de nossa mais antiga casa de espetáculos, que comemora 108 anos nesta quinta-feira. A partir das 20h, Zé Márcio e Homero protagonizam a montagem “O Centenário”, escrita pelos próprios atores, narrando histórias do teatro e da vida de cada um deles nessa capital que eles chamam de "província". A entrada é gratuita.

“José Márcio Passos e Homero Cavalcante assinam a direção, dramaturgia, produção e também integram o elenco do espetáculo com os atores Erick Hanon, Marilane Miranda, Marcondes Bertoni e Kadu Oliveira”, informa o press-release da Diteal enviado à Redação.

Homero Cavalcante e José Márcio Passos: cem anos de teatro

De acordo com os atores/autores, “a peça conta a trajetória de irmãos gêmeos centenários”. “Eles revelam experiências vividas pelos atores José Márcio Passos e Homero Cavalcante ao longo de meio século dedicado ao teatro, resgatando também muitos acontecimentos da história de Alagoas. Os personagens, quando crianças, são testemunhas das festividades do centenário da Independência do Brasil, período em que dão início às suas vidas como atores. Exatamente 100 anos após esses acontecimentos, eles voltam ao que chamam de província para festejar o centenário de seus nascimentos.”

Para José Márcio Passos, “O Centenário” surgiu “de uma vontade” dele e de Homero Cavalcante “de produzir algo” para marcar "um aniversário de cem anos", somando os 50 anos de teatro de cada um deles. “São cem anos de batalha, de trabalho e dessa irmandade que se estabeleceu entre nós. Então, nos encontrando e batendo papo, veio a ideia de fazer um texto sobre dois irmãos gêmeos para representar a nossa fraternidade nesse tempo todo e que eles tivessem 100 anos porque significa a soma de nossas experiências.”

Passos considera o texto “poético, engraçado, com saudade, cheio das memórias desse tempo todo e com o grande amor que a gente tem pelo teatro e pelas pessoas que fazem o teatro”. “É sobre o amor ao teatro, essa coisa mágica que transforma o mundo – esse é o norte.”

Homero Cavalcante lembra “uma relação de afeto com o Teatro Deodoro nesses 50 anos”. “A gente fica muito feliz em estrear exatamente no dia 15, aniversário do Deodoro. Eu acho esse teatro fantástico, onde já vi muitos espetáculos interessantes. Temos amor por este palco, este lugar mágico. Esse momento é emocionante – um privilégio para a gente.”