Especial

Psicodélico, progressivo ou espacial, o Pink Floyd é homenageado em Maceió

A banda inglesa encerrou carreira em 2014, mas continua arrebanhando fãs no mundo inteiro; o grupo Pulsar, formado em Maceió em 2011, realiza tributo nesse sábado (23)

22 de Março de 2019, 13:23

Jorge Barboza/ Editor

Em Maceió, a banda Pulsar apresenta nesse sábado (23) o show “Tributo ao Pink Floyd”. Marcando o retorno de um projeto iniciado em 2011, a tocada apresentando grandes sucessos da banda inglesa formada em 1965 ocorrerá na casa de espetáculos e eventos Rex Jazz Bar, à rua Sá e Albuquerque, 674, Jaraguá, região central da capital, a partir das 22h. Os ingressos, à venda na página do evento no Facebook, custa R$ 25.

“Tenho 49 anos e curto Pink Floyd desde meados da década de 1980”, conta o produtor do evento, o tecladista e vocalista Leonardo Luiz. “Comprei o disco ‘A Momentary Lapse of Reason’, que é o primeiro da banda sem Roger Waters, no ano em que foi lançado, em 1987.”

Luiz, um dos artífices da antológica banda Mopho, explica que, “da formação original”, somente o guitarrista Edu Henrique continua na Pulsar. “Ele havia saído, mas retornou.”

Os demais membros são Alex Matos (bateria), Alex “Naranjito” (contrabaixo e vocal), Beta Moraes (violão e vocal) e Passos Júnior (saxofone, flauta e vocal). “A Beta Moraes está na banda desde 2014”, intervém Leonardo Luiz, reconhecendo o “pouco empenho” de sua parte na trajetória inicial da banda. “Por conta disso, de 2011 para cá, tivemos shows de forma esparsa”, afirma, avisando estar “atualmente, tão engajado na Pulsar quanto na Mopho e na Alma de Borracha [a outra banda de covers em que atua, nessa apenas como tecladista]”.

“Me animou muito o retorno de Roger Waters ao Brasil em 2018 e eu estava muito inclinado a retomar um projeto em que eu fosse o cantor, por necessidade profissional de liberar a energia que envolve essa coisa mágica que é cantar – o que eu mais admiro fazer.”

Formação clássica do Pink Floyd se apresentou pela última vez em 2005

Quanto ao Pink Floyd de Syd Barrett e Roger Waters, com a expulsão do tecladista Richard Wright em 1979 e a saída de Waters em 1985, a banda de rock espacial (como ficou conhecida depois do lançamento do álbum “The Dark Side of the Moon”, de 1973), seguiu em atividade – trazendo Wright como, segundo a Wikipédia, “músico contratado”. Com essa formação e chamado por Roger Waters, na época de sua saída, de "força criativa gasta", o Pink Floyd ainda lançou os álbuns “A Momentary Lapse of Reason” (1987) e “The Division Bell” (1994).

Depois de mais de duas décadas, porém, a formação clássica se reuniu em 2005, no evento beneficente “Live 8”. O show realizado em Londres foi transmitido pela internet para o mundo inteiro. O último álbum, “The Endless River”, foi lançado em novembro de 2014, com produção do guitarrista e saxofonista David Gilmour e do baterista Nick Mason.