Especial

FAT realiza 'Roda Diversidade' para discutir papel social do arquiteto e urbanista

Evento aconteceu no final de março e no dia 4 de abril; participaram professores e alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo

09 de Abril de 2019, 08:17

Da Redação

Com o objetivo de discutir o papel do arquiteto e urbanista na sociedade, o curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Tecnologia de Alagoas (a FAT) realizou, nos dias 21 e 28 de março e no dia 4 de abril, a terceira edição do programa “Roda Diversidade”, reunindo na unidade da escola no bairro do Barro Duro, em Maceió, professores, alunos, profissionais e interessados no tema.

Para o professor de Antropologia Cultural e Sociologia Urbana, João Paulo Omena, idealizador do evento, a roda de alunos e professores “foi um momento de reflexão sobre a função social desse profissional no planejamento de cidades mais democráticas”.

De acordo com o informativo da FAT enviado à Redação, o arquiteto, especialista em História da Arte, Kadu Fonseca, "levantou uma discussão sobre o urbanismo na perspectiva das religiões de matriz africana, o que gerou grande interatividade entre os participantes”. Segundo Fonseca, a discussão “é muito importante e urgente na atualidade”. “Uma iniciativa plausível, em especial, no processo de formação dos futuros profissionais. E fazer parte disso é incrível.”

Em outra discussão, a atriz não binária Ísis Florescer falou sobre “o urbanismo na perspectiva da diversidade de gênero e identidade sexual”. Partindo da própria experiência, Ísis afirmou como se relaciona “com os espaços e a sociedade”. “Isso afeta e atravessa minha existência enquanto mulher, travesti, preta e periférica. Proporciona aos alunos um olhar mais humanizado para a profissão.”

Para Petterson Sousa, doutorando em Ciências da Educação, Arte e Cultura, “momentos assim [quando se realiza eventos como a ‘Roda Diversidade] são importantes para que todos os envolvidos possam compreender a existência plural do ser humano, considerando uma só coisa como sendo a fundamental dentre tantas outras importantes: o respeito.”

Finalizando o programa, a feminista Ana Clara Moraes discutiu sobre “o urbanismo na perspectiva da etnicidade – o empoderamento da mulher negra”. A ativista destacou “a importância de falar sobre a luta negra”. “O urbanista tem essa responsabilidade de cuidar do todo e deve incluir todos em seus projetos. Poder participar dessa formação significa propagar representatividade.”