Especial

Caminhada realizada pela Apae na orla da capital pede 'mais amor' às crianças de jovens autistas

Evento que ocorreu no domingo (7) contou com o apoio da Faculdade de Tecnologia de Alagoas (a FAT), que ofereceu serviços gratuitos, como fisioterapia e gastronomia

10 de Abril de 2019, 08:33

Da Redação

Evento realizado no domingo (7), pelo Centro Unificado de Integração e Desenvolvimento do Autista (o Cuida), que é vinculado à Associação de Pais de Amigos dos Excepcionais (Apae), recebeu apoio dos alunos, professores e funcionários da Faculdade de Tecnologia de Alagoas (a FAT). De acordo com o informativo da escola enviado à Redação, a instituição ofereceu, depois de uma caminhada realizada em Maceió, na orla da Ponta Verde, serviços gratuitos de fisioterapia, enfermagem, gastronomia, pedagogia e psicologia “para pessoas com autismo, um fomento à inclusão”.

“Mais amor, mais amor”, foi o que pais e familiares de pessoas autistas pediram durante a caminhada organizada pelo Cuida na Rua Fechada, espaço de lazer na avenida Sílvio Carlos Viana, funcionando em todas as tardes de domingo.

“Agradeço pela oportunidade de participar desse evento, tão importante para a sociedade alagoana. Uma iniciativa de esclarecimento. E nós apoiamos essa causa. Representando, também, o Conselho Estadual de Educação, estarei sempre apoiando causas como essas a fim de contribuir para a construção de um mundo mais justo, livre de preconceitos”, destacou no informativo da FAT o diretor-geral da instituição, o advogado Mario Cesar Jucá. “E nada seria possível sem o apoio de nossos parceiros, como a FAT, que não forma apenas psicólogos, pedagogos, dentistas, advogados. Ela forma cidadãos”, interviu Fabiana Lisboa, coordenadora do Cuida e professora, também, na faculdade.

Mauriceia da Silva, mãe de André, de 16 anos (que é autista) e de um bebê de alguns meses, também já apresentando sinais do Transtorno do Espectro Autista, diz que participar de eventos como a caminhada realizada pela Apae “renovam as forças” para lutar por direitos. “Precisamos de menos intolerância e mais informação. Afinal, nem todo ser humano é autista, mas todos os autistas são seres humanos”, declarou ao press-release da FAT.  

Os participantes caminharam algumas dezenas de metros da rua fechada no sentido Pajuçara-Ponta Verde. No espaço, a escola ofereceu atividades como pintura e colagem, estimulação sensorial, circuito para trabalho de marcha e equilíbrio, aferição de pressão arterial, oficina de brigadeiro, pintura facial, jogo da memória, trabalho de modelagem com bonecos emborrachados “e outras atividades lúdicas”. “O envolvimento dos alunos para a realização desse evento é plausível”, disse a diretora de ensino da unidade da FAT no bairro de Barro Duro, Juliana Omena. “Tem sido uma experiência única para eles que, por meio das atividades, conseguem perceber o indivíduo com um todo e trabalham as diferenças.”

Sara Nascimento, aluna do curso de Gastronomia, ministrou oficina de brigadeiros, trabalhando a motricidade dos garotos. “Ações de inclusão fazem parte da nossa formação, o que nos tornam profissionais com uma visão diferenciada. Estou muito feliz em poder contribuir com essa causa”, explicou.