Especial

Projeto 'Salsa viva' inicia plantio de restinga no litoral de Porto de Pedras

Técnicos do Instituto do Meio Ambiente também bloquearam o acesso de bugres e outros veículos às areias da praia; multas podem chegar a R$ 10 mil

26 de Abril de 2019, 10:13

Da Redação

PORTO DE PEDRAS – O Instituto do Meio Ambiente (o IMA) dá continuidade ao projeto “Salsa viva”, no município litorâneo de Porto de Pedras, distante 109 km ao norte de Maceió. Nesse programa, o IMA realiza um plantio de vegetação nativa, além do ordenamento do tráfego de veículos na praia. “O local era utilizado para passeios de bugre que terão continuidade na chamada ‘Rota Verde’. O acesso por pedestres, banhistas e ciclistas continua possível e deverá passar por melhorias. A restrição no local acontece apenas para bugres e outros tipos de carros”, destaca o informativo do instituto enviado à Redação.

De acordo com a equipe técnica que está trabalhando no local, “a medida não é uma iniciativa apenas do IMA”. “O projeto tem sido amplamente discutido pelos envolvidos. Há cerca de 15 dias, houve uma reunião com a presença dos representantes dos proprietários de bugres, Batalhão de Polícia Ambiental e Detran. Na ocasião, foi apresentado o projeto e estabelecidos acordos. A prefeitura de Porto de Pedras propôs, inclusive, o limite de veículos para transitar na nova rota, que é de 100 bugres.”

Técnicos do IMA bloqueiam o acesso de veículos às areias da praia em Porto de Pedras

Segundo o IMA, a área deverá comportar o maior plantio contínuo de vegetação de restinga, com 1.800m². “O poder executivo local ainda se comprometeu a garantir a estrutura adequada para circulação dos usuários da praia”, explica a comunicação do instituto, esclarecendo que o projeto “Salsa viva” teve início em Maragogi. “Está chegando em Porto de Pedras e deve seguir por São Miguel dos Milagres até chegar na Barra de Santo Antônio.”

A fiscalização do instituto alerta para a proibição do tráfego de veículos na areia da praia. “É passível de autuação, com multas que podem chegar a R$ 10 mil”, explicam os técnicos do IMA, avisando que a ação “não é novidade no litoral alagoano”. “Bugueiros das praias do Gunga no litoral Sul e de Maragogi no litoral Norte também tiveram de se adaptar e passar a cumprir o que determina a legislação ambiental.”