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Felipe Puperi traz projeto solo Tagua Tagua para Maceió, junto com a banda paraibana Glue Trip

Show acontece neste sábado (27), a partir das 22h; leia entrevista exclusiva com o artista

27 de Abril de 2019, 17:11

Jorge Barboza/ Editor

O cantor, compositor e produtor Felipe Puperi, da banda gaúcha Wannabe Jalva, faz show na capital, neste sábado (27), apresentando o repertório dos dois EPs que lançou em 2017 e 2017 – “Tombamento inevitável” e “Pedaço vivo” – de seu projeto solo Tagua Tagua (pronuncia-se tágua tágua). O show está marcado para as 22h, no pub Alagou à rua Manoel Ribeiro da Rocha, 674,  bairro da Ponta Verde. O grupo paraibano Glue Trip acompanha o artista em turnê que já passou por várias capitais e cidades brasileiras. De Maceió, Puperi e Glue Trip seguem para outras capitais nordestinas, depois de terem se apresentado em Portugal, em Lisboa e na cidade do Porto. A entrada no pub custa R$ 25 na hora, mas o ingress no site aqui sai por R$ 20.

Felipe Puperi diz que fazer shows no Nordeste “é sempre especial”. “Tenho muitas lembranças boas”, declara o artista no informativo enviado à Redação. “Da primeira vez que estive na Bahia, com o Tagua Tagua, fomos recebidos de forma calorosa pelo público e ficou a promessa de voltar em breve para fazer outras cidades da região. As pessoas são muito queridas, muito interessadas também, tenho uma grande expectativa para esse encontro.”

Ouça aqui o álbum 'Sea at Night' (2018), da banda Glue Trip/ Foto/ Dani L

Em outubro do ano passado, Tagua Tagua lançou o ‘lyric video’ “Dádiva” (mais de cinco mil e 200 visualizações no YouTube) e este ano o videoclipe “Desatravessa”, produzido em parceria com a produtora Paranoid Filmes (mais de quatro mil e 300 visualizações desde fevereiro).

De acordo com o músico, “Pedaço Vivo” reflete “sobre momentos que, a princípio, são dolorosos e angustiantes, mas que também podem ser como pontes para uma fase otimista”.

Felipe Puperi assina a produção do disco, gravado em seu próprio estúdio em São Paulo. “A mix é de Thiago Abrahão, parceiro do músico na Wannabe Jalva, já a master ficou sob a responsabilidade do americano Brian Lucey, que colabora com Felipe há alguns anos. Brian já trabalhou com nomes como Arctic Monkeys, Black Keys, Cage The Elephant, Chet Faker e Liam Gallagher”, destaca a comunicação do artista.

Abaixo, um bate-papo com Felipe Puperi.

Seja bem-vindo a Maceió. Nos chamou a atenção você optar por gravar EPs. Percebendo que você compõe muito, por que não um álbum cheio?

Felipe Puperi  – Gosto desse formato reduzido, pois sinto que as pessoas conseguem digerir melhor as músicas, conseguem se envolver com cada uma delas. Acho que pra um artista que está num princípio de trabalho é importante criar essa relação com o público. Hoje em dia tudo é muito rápido e a atenção é diluída em muitos lançamentos e muitos artistas diferentes. Mas não posso negar que tenho vontade sim de fazer um material maior em breve, principalmente agora que os primeiros passos já foram dados.

'Impossível não associar Maceió a Djavan e Hermeto Pascoal'

Nesse show, você mistura as canções dos dois EPs do Tagua Tagua, certo? Qual a duração?

Puperi – O show tem todas as músicas já lançadas, que são os dois EPs e também dois singles, “Te Vi” e “Preso no Amanhã”. Tem uma hora de duração.

Vai tocar algo do Wannabe Jalva? Bem, a banda não acabou...

Puperi – Sim, a gente costuma fazer uma versão da música “Mareá”, a única em português do WJ, que é uma parceria com o músico paulista Curumin.

Quanto ao Tagua Tagua, é um projeto solo com uma banda coringa? A Glue Trip lhe acompanha desde o início da turnê ou você tem outras formações, outros músicos que tocam nesse projeto?

Puperi – Os músicos que me acompanham são os mesmos desde o início, dois aracajuanos (Leo Mattos na bateria e percussão e Rafael Findans no baixo) e um gaúcho (Jojo na guitarra e sintetizadores). Com a Glue Trip estamos fazendo essa turnê conjunta pelo Nordeste.

Já havia se apresentado em Maceió? Conhece artistas daqui?

Puperi – É a primeira vez que me apresento em Maceió, mas a vontade já é antiga. Tenho pouco contato com a música atual feita na cidade e com os novos artistas alagoanos, mas impossível não associar a região a grandes nomes da música nacional, como Djavan e o também alagoano Hermeto Pascoal.