Cultura

Eduardo Bastos apresenta uma Maceió humanizada na exposição '360º'

Em dezenas de aquarelas, o artista faz o registro da capital de sua infância que preservava árvores e o patrimônio arquitetônico; vernissage acontece nessa quinta-feira (23), a partir das 19h

22 de Maio de 2019, 16:39

Da Redação

Uma  paisagem urbana humanizada dá o tom da exposição “360º”, de Eduardo Bastos, que estreia nessa quinta-feira (23), às 19h, na galeria do Complexo Cultural Teatro Deodoro à rua Barão de Maceió, 375, centro da capital. Em cartaz até 21 de junho, a mostra pode ser visitada de segunda-feira a sábado, das 8h às 18h – às quartas, o horário se estende até as 20h e nos domingos e feriados é aberta ao público das 14h às 17h.

O músico de Marechal Deodoro Nelson da Rabeca é uma das personalidades retratadas
Edifício Breda: a arquitetura também é tema da exposição

Eduardo Bastos, 57 anos, diz ter buscado “referências” na Maceió “limpa e arborizada” de sua infância e adolescência. “Uma cidade linda de que guardo boas recordações. Seu patrimônio arquitetônico era preservado, enfim, sinto saudades dessa cidade, que nunca deixei de amar”, reconhece o artista no informativo do complexo cultural enviado à Redação, definindo-se como “cronista urbano”. “Eu me expresso através de traços e cores. Busco a representação da cidade e da sua gente, daquilo que me emociona ou me incomoda.”

Entre as telas pintadas em aquarela, uma série que Bastos chama de “Os Invisíveis” e outra retratando personalidades como o músico popular deodorense Nelson da Rabeca e o Papa Francisco. Monumentos, edifícios antigos e recantos da paisagem urbana maceioense também integram a exposição.

Cultura popular: outro tema caro ao artista

“Os trabalhos que desenvolvo”, explica, “são registros de imagens capturadas através do olhar e da mão, pelas andanças na cidade. Cada artista tem esse poder de criar e imaginar o mundo como gostaria. Minha percepção faz parte de um conjunto de experiências que são somente minhas e busco fazer uso delas para criar imagens, contar histórias e fazer um diário de memórias.”

 A curadora Socorrinho Lamenha considera as obras que serão expostas a partir dessa quinta-feira no Complexo Teatro Deodoro “uma excelente maneira de levar o trabalho do artista ao povo". “É o que gente mais precisa: de um público que não somente aprecie o belo e o feio, como também entenda a importância da arte na nossa vida – como isso reflete no nosso cotidiano. Espero que as pessoas venham se ver aqui porque a exposição é um espelho do que está nas ruas da cidade.”