Cultura

Secult promove I Festival de Chorinho de Alagoas e homenageia Índio do Cavaquinho

Músico mata-grandense fez carreira no Rio de Janeiro; evento gratuito acontece no sábado (22), na capital, com participação dos grupos Chorões de Maceió e Só de Brincadeira

17 de Junho de 2019, 11:49

Da Redação

Em Maceió, no sábado (22), acontece o I Festival de Chorinho de Alagoas. O evento gratuito, que contará com a participação dos grupos Chorões de Maceió e Só de Brincadeira, será realizado na praça Gogó da Ema, na orla da Ponta Verde, a partir das 14h.

O festival é uma ação da Secretaria de Estado da Cultura (a Secult) e homenageia o músico alagoano Índio do Cavaquinho. Nascido em Mata Grande em 1924, Edinaldo Vieira Lima, o Índio do Cavaquinho, aos oito anos de idade transferiu-se com a família para Delmiro Correia, que ainda se chamava Pedra de Delmiro. Foi lá que, ainda menino, conheceu o cavaquinhista Quincas. “Vendo seu interesse pelo instrumento, o pai o presenteou com um cavaquinho”, informa o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Segundo o músico declarou no encarte de um disco lançado pela gravadora especializada em choro, Acari Records, conhecer Quincas “foi o maior presente” que recebeu, “mesmo só com três cordas”. “Foi num dia de sábado às dez horas da manhã. Me tranquei num quarto e só fui parar de tocar às 16 horas. Meu professor foi o rádio".

O mata-grandense Índio do Cavaquinho

Em 1939, com apenas 15 anos de idade, participou da Jazz Banda de Delmiro Gouveia, na qual permaneceu até 1942. Em 1943, fazendo parte do grupo Ases do Demônio, apresentou-se na Rádio Difusora de Sergipe, finalmente mudando para o Rio de Janeiro em 1945, onde foi apresentado a grandes figuras da música brasileira como Orlando Silva, Sinval Silva, Geraldo Pereira, Cyro Monteiro, Ataulfo Alves, entre outros.

Em 1954, foi contratado pelo selo Columbia, gravando oito discos 78 rpm. No ano seguinte, gravou dois LPs na Polydor e um no selo Albatroz. Em 1968, foi diretor musical do espetáculo "Carnavália", com

roteiro da cronista Eneida e estrelado pelos cantores Blecaute, Nuno Roland e Marlene, desfilando “os maiores sucessos dos carnavais brasileiros de todos os tempos”. O espetáculo, com direção de Paulo Afonso Grissolli e Sidney Miller, foi gravado (ao vivo) pelo Museu da Imagem e do Som, resultando em dois LPs produzidos por Ricardo Cravo Albin.

 

Ouça aqui o chorinho desse mestre alagoano

De acordo com a titular da pasta estadual da Cultura, Mellina Freitas, o I Festival de Chorinho de Alagoas “busca provocar o pertencimento do alagoano através desse músico que é uma referência no gênero aqui no Estado”. “Quem puder conferir será contemplado com uma programação especial. Está imperdível”, afirmou em comunicação da Secult enviada à Redação.

Ailton Cruz