Cultura

Ronaldo Carlos narra a saga para se tornar autor de livros no romance 'O Escritor e o Anotador'

A obra do poeta, contista e romancista Ronaldo Carlos será lançada na quinta-feira (11), em noite de autógrafos no restaurante Filé do Zezé

08 de Julho de 2019, 16:17

Da Redação

Em Maceió, na quinta-feira (11), às 19h, o poeta, contista e romancista Ronaldo Carlos faz o lançamento do livro “O Escritor e o Anotador”. A noite de autógrafos ocorrerá no restaurante Filé do Zezé à rua Climério Sarmento, 15, bairro da Jatiúca. Trata-se do quinto volume da "Coleção Memorial”, idealizada em 2017 pelo escritor e poeta Rosalvo Acioli, que funciona como uma parceria entre escritores para publicação de suas obras – cada um deles contribuindo mensalmente com o Fundo Cultura de Edições de Livros.

Autor do volume de poemas “Domínio da Palavra" (1989) e “A História como Ficção” (contos, 1999), Ronaldo Carlos escreveu o romance “O Escritor e o Anotador” depois que recebeu uma bolsa do “Projeto de Criação Literária” da Biblioteca Nacional/ Funarte em 2012. De acordo com o autor, o livro relata “algumas dificuldades que acometem o escritor, desde o momento em que se predispõe a escrever”.

“Uma dessas dificuldades”, ele diz, “é o próprio ato de fazer com que seu desejo, que, a princípio, não passa de mera vontade, transforme-se em palavras, que consolidem um poema, um conto, um romance.”

O livro narra as dificuldades de um autor

"O Escritor e o Anotador" é dividido em três partes. “Na primeira, denominada ‘Poesia’, o escritor acredita que seu destino é tornar-se um poeta. Então, esforça-se para realizar esse desejo, que acaba por se concretizar na impressão de um livro que, muito mais do que a satisfação de tê-lo publicado, causa-lhe verdadeira desolação, uma vez que o confronta com uma difícil realidade: ao poeta não basta, apenas, superar a dificuldade para escrever poemas. Não. Após escrevê-los, torna-se necessário, também, superar a dificuldade para publicá-los.”

Depois disso, entretanto, o autor há de se deparar com problemas de distribuição e venda dos livros. Assim, chega à segunda parte, denominada “Contos”. “Em tal contexto”, continua Ronaldo Carlos, “o escritor passa a acreditar que resta à literatura pontificar-se por intermédio da prosa, que tem procurado encontrar meios de conquistar o mercado literário com muito maior eficiência do que a poesia. Todavia, por mais que se esforce e por mais que estude a história e as peculiaridades do conto, desde as narrativas orais até as escritas, o que vai se evidenciando é a diferença existente entre o fazer poético e o fazer contístico, que ele não domina, mas se esforça para dominar, sem o necessário sucesso de produção, nem de recepção.”

Por fim, o autor chega à terceira parte do livro, “Romance”, tratando das "coisas relativas a Alagoas, algo como seu perfil histórico, sociológico e cultural, tomando por base a vida de um usineiro e suas relações de domínio sobre as pessoas”.