Cultura

O mergulho na tragédia e complexidade dos impulsos humanos de 'Nó' está de volta a Maceió

Remontagem de um dos maiores sucessos da companhia de dança de Deborah Colker estreia no domingo (21), no Teatro Gustavo Leite, às 21h; ingressos estão à venda

19 de Julho de 2019, 12:08

Da Redação

Viajando pelo Brasil e exterior com a coreografia que estreou em 2017, “Cão sem Plumas”, a dançarina e coreógrafa Deborah Colker segue com parte de sua companhia reapresentando um clássico de seu repertório, o balé “Nó”, lançado em 2005 na Alemanha. A nova montagem de “Nó”, que estreou em Minas e em São Paulo no ano passado, será levada ao palco do Teatro Gustavo Leite em Maceió (Centro de Convenções, rua Celso Piatti, s/n, bairro central do Jaraguá), no sábado (21), às 21h. Os ingressos custam entre R$ 37,50 e R$ 140.

Referindo-se à primeira encenação de “Nó” como uma “virada” – que interrompe "uma premiada investigação sobre movimento e espaço” (os espetáculos “Velox”, de 1995; “Rota”, de 1997; “Casa”, de 1999, e “4 por 4”, de 2002) –, Deborah Colker diz trabalhar os movimentos de “Nó” como "um mergulho na tragédia e complexidade dos impulsos humanos”.

De acordo com o informativo enviado à Redação, “o tema de ‘Nó’ é o desejo”. A bailarina afirma que o atual espetáculo, “Cão sem Plumas”   já apresentado em Maceió, assim como a montagem original de "Nó" –, dilacerou-a. “Me esvaziou e eu senti a necessidade de voltar ao ‘Nó’, rever o lugar onde minhas perguntas e angústias começaram a mudar. Eu tinha certeza de que não havia feito tudo o que precisava com ‘Nó’.”

Deborah Colker diz que 'não havia feito tudo o precisava' com a montagem de 'Nó'

O press-release da produção lembra que a coreografia de “Cão sem Plumas”, “baseada em poema de João Cabral de Melo Neto e executada por bailarinos cobertos de lama”, valeu a Deborah o prestigiado prêmio russo Benois De La Danse – que é tipo o “Oscar” da dança.

Na remontagem de “Nó”, há mudanças cenográficas e novos temas são incorporados à trilha sonora original de Berna Ceppas. “A música ‘Carne e Osso’, da banda carioca Picassos Falsos, embala um duo romântico. As modificações que Deborah realizou na coreografia são frutos de seu amadurecimento nos últimos 13 anos”, destacam os produtores, lembrando outros temais musicais clássicos que estão no espetáculo. “Há trechos de Ravel e Alice Coltrane e na segunda parte do espetáculo estão preciosidades como ‘My One and only Love’, com Chet Baker, ‘Coisa nº. 9’, de Moacir Santos, e ‘Preciso aprender a ser Só”, de Marcos Valle e Paulo Sergio Valle, na voz de Elizeth Cardoso.”

O diretor de cenografia é Gringo Cardia e os figurinos, “que transmitem erotismo e também delicadeza”, são do estilista Alexandre Herchcovitch. “A iluminação é de Jorginho de Carvalho, parceiro de longa data de Deborah. A direção de produção é de João Elias, fundador da companhia”, destaca, ainda, o informativo. 

Para mais informações, ligue (82) 3235 5301 ou envie mensagem instantânea para o (82) 99928 8675.