Cultura

Fernando Fiúza lança livro de poemas inéditos selecionados por critério de 'qualidade'

Autor diz que 'Livramento' traz 'liberdade temática'; na programação da Bienal Internacional do Livro, noite de autógrafos será nessa sexta-feira (8), às 19h, no Arquivo Público de Alagoas

07 de Novembro de 2019, 10:51

Da Redação

Fernando Fiúza faz o lançamento do volume de poesia “Livramento”, nessa sexta-feira (8), às 19h, no Arquivo Público de Alagoas à rua Sá e Albuquerque, s/n, bairro do Jaraguá, na região central de Maceió. A noite de autógrafo integra a programação da “9ª. Bienal Internacional do Livro de Alagoas". O autor promete um bate-papo com o público.

Editado pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos, o livro vem com 60 poemas inéditos, “construídos ao longo de décadas”. O título “Livramento”, segundo o poeta, “traz uma liberdade temática”. “A palavra permite várias interpretações – ela é sugestiva, escolhi este título justamente para expressar a ideia de liberdade formal. A seleção de poemas, escritos ao longo de décadas, foi baseada apenas no critério de qualidade. Há poemas sobre o sentimento religioso e a melancolia, poemas eróticos, poemas sobre outros escritores, até uma série de ‘Adivinhas’.”

“Livramento” é o sexto livro de Fernando Fiúza, que cita o poeta mineiro Murilo Mendes para explicar a “inspiração” da nova obra. “A poesia sopra quando quer", diz, citando Mendes, em entrevista à editora Graciliano. “Os poetas esperam a musa baixar, mas é preciso que o palco esteja arrumado para que isto ocorra. A inspiração não é algo que se decrete, mas ter tempo e saúde ajuda porque poesia exige uma enorme força mental. ‘Livramento’ tem poemas que escrevi nos anos 1990 e nas duas décadas do século em que estamos. Conclui-o em 2017 e no livro há poemas daquele ano. A inspiração vem de qualquer coisa, de um ‘Alfinete’ (pg. 67) à arte na era digital, como em ‘Suave Apocalipse’ (pg. 69).”

De acordo com Fiúza, em “Livramento” o leitor “vai encontrar muitos temas e formas”. “Há, por exemplo, poema sobre a cera, sobre o chapéu panamá, sobre os ponteiros do relógio, sobre a relação da mulher com a vassoura, sobre a janela, sobre um prato de feijão, enfim, sobre os deuses e o diabo.