Cultura

Sebage e Lobos Uivantes encerram temporada 2019 do Antropofágico Miscigenado

Movimento criado em 2017 se despede das atividades este ano no jardim do Teatro Deodoro, que comemora 109 anos; na quinta-feira (14), a partir das 21h

11 de Novembro de 2019, 08:45

Da Redação

Sebage e Lobos Uivantes participam da programação que celebra os 109 anos do Teatro Deodoro. Reunindo repertório do álbum “Beatnik” (Crooked Tree Records, 2017) e canções inéditas que comporão o próximo CD, “Men’s Club”, a trupe encerra, na quinta-feira (14), a partir das 21h, no jardim do teatro, a temporada 2019 do movimento Antropofágico Miscigenado, criado há três anos pelo cantor e compositor Sebage em parceria com o cantor, compositor e guitarrista Edi Ribeiro. “Um músico que desde os anos 1980 se veste de preto e canta pós-punk em Maceió, sempre lutando pela valorização da cultura rock’n’roll, assim é o Sebage”, destaca o informativo enviado à Redação.

“Não é à toa que o saguão do Teatro Deodoro foi o lugar escolhido pelos roqueiros alagoanos para fundar um encontro com cara de manifesto – rebeldes como são, manifesto é o que mais se adequa”, afirma o press-release da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (a Diteal). Essa última edição 2019 do movimento Antropofágico Miscigenado, além de Sebage e Lobos Uivantes, conta com a participação de outra banda de rock: a Fantasmas de Marte. Para assistir à apresentação das duas formações roqueiras está sendo cobrado “um valor mínimo” de R$ 10. O Teatro Deodoro fica na rua Barão de Maceió, 375 (Praça Deodoro), centro da capital.

Casal aproveita o som de Edi Ribeiro em edição de 2017

“A temporada 2019 do Antropofágico Miscigenado teve grandes momentos”, conta Sebage. “Na edição ‘Show Democrático’, realizada em maio no restaurante Zeppelin, trouxemos de volta à cena musical o violonista e compositor Zecabêga e a bela cantora Gal Monteiro, que há muito não realizava um trabalho solo, com as suas lindas composições.”

De acordo com Sebage, o objetivo do movimento “é criar oportunidades de encontros entre músicos de vários ritmos e estilos, um tocando música do outro”. “Começamos, ali mesmo no jardim do Teatro Deodoro, como uma alternativa de happy hour, abrindo esse espaço para o músico local interpretar, tocar suas próprias canções.”

Mas uma vez, a empreitada antropofágica desses artistas de resistência conta com o apoio da Diteal, além do site Alagoas Boreal.