Cultura

João Erisson reúne fotos de espetáculos e da arquitetura do Teatro Deodoro

Exposição estreia nessa quinta-feira (14), às 19h, no Café da Linda, dentro da programação dos 109 anos da casa instalada no centro de Maceió

13 de Novembro de 2019, 16:27

Ulisses Abílio/ Assessoria Diteal

No meio da semana de comemoração aos 109 anos do Teatro Deodoro, o Café da Linda, que fica no saguão do teatro, receberá a exposição “Apolo em Cena”, com fotografias de João Erisson. A mostra apresenta 16 fotos, em 30cm x 45cm, clicadas por Erisson em 12 meses, de novembro de 2018 a novembro de 2019. Elas mostram a beleza e a força dessa centenária casa de espetáculos, assim como as atrações que por ali passaram nesse período. A abertura será nessa quinta-feira (14), às 19h, com entrada gratuita. O Teatro Deodoro fica na rua Barão de Maceió, 375 (Praça Deodoro), centro da capital.

João Erisson é técnico de som do Teatro Deodoro há 30 anos. O curador da exposição, Alexandre Holanda, que também é o gerente artístico da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (a Diteal), explica que o fotógrafo consegue ir do olhar comum a aquele olhar do profundo conhecedor: “João tem muita vivência dentro do teatro. Há muitos anos vem fotografando – já é sua segunda exposição individual. Ele tem o olhar do espectador, de quem está por fora, mas, também, traz o olhar de quem está na coxia, nos bastidores.” 

Holanda diz que “não foi fácil” escolher as fotos. Segundo o gerente artístico e agora curador, o que motivou a seleção foi o “elo que une as fotos e mostram a beleza arquitetônica do teatro”. “O secular palco oficial do Estado, grandes momentos acontecidos no período de um ano. O que selecionamos mostra que o Teatro Deodoro continua firme, forte e ativo.”

Quem o conhece, sabe que João Erisson sempre está com a câmera pendurada no pescoço, pronta para o clique. O fotógrafo autodidata conta que não se distancia da máquina em nenhum momento. Quando ela não está em mãos, está na mochila. “Ando muito por aí e o momento não espera para ser fotografado, você tem de estar pronto.” E por mais que esteja há tanto tempo fotografando o teatro, tendo-o como objeto de cliques, as fotos continuam sempre novas e surpreendentes. “Não pode ficar na mesmice”, justifica Erisson, revelando segredos de sua produção. “O fotógrafo tem de saber criar a foto. Hoje existem tantas possibilidades de fotografia. Tem de saber fazer algo criativo, a foto é a técnica e o olhar.”

Lembrando-se de quando adentrou o universo das imagens aos 17 anos, com uma máquina analógica, o artista conta que seu pai tinha um projetor de slides. “Então eu tirava as fotos e projetava para minha família. Eu ainda tenho as caixinhas de slides com minhas fotografias.”

Quando começou a trabalhar com som, distanciou-se das fotos, mas ao se tornar técnico de teatro e depois que as máquinas digitais surgiram, precisou voltar a clicar, a registrar as formas, enxergando no próprio Deodoro um mundo de possibilidades imagéticas. São essas formas, cores e belezas que estarão expostas na exposição “Apolo em Cena – 109 Anos do Teatro Deodoro”.