Cultura

Eva Le Campion encerra sua exposição-manifesto no Espaço Pierre Chalita

Artista promove um coquetel para o público e convidados nesta quinta-feira (6), a partir das 19h; 'Monções' ainda terá um terceiro ato

06 de Fevereiro de 2020, 08:21

Da Redação

Encerra-se em Maceió, nesta quinta-feira (6), no Espaço Pierre Chalita à Praça Manoel Duarte, 77, bairro da Pajuçara, o segundo ato da exposição “Monção”, de Eva Le Campion. A mostra reúne uma série inédita de pinturas em grandes formatos, fotografias com intervenções de pintura e um vídeo-performance. O primeiro ato ocorreu em agosto do ano passado, posicionando-se contra a destruição da natureza pelo homem. De acordo com a artista, trata-se de uma automutilação, já que, em última análise, destruindo o meio ambiente, o homem destrói a si mesmo. O ato inaugural ocorreu no antigo necrotério onde funcionou o Instituto Médico Legal, na Praça da Faculdade, região central da capital. “Monções: Ato 2”, que estreou em dezembro, terá sequência num terceiro e último ato – ainda sem previsão de estreia.

'Ao destruir seu habitat o homem também está se destruindo', diz o curador Rafael Almeida
Eva Le Campion e o curador Rafael Almeida na estreia em dezembro

Um coquetel está marcado para as 19h, no salão principal do Espaço Pierre Chalita, onde Eva Le Campion dispões suas obras trabalhadas a partir de técnicas mistas, como pintura e cerâmica, com rigor invariável e esbanjadora sensibilidade.

"O homem está destruindo a majestade dos mangues, o silêncio do lugar, a luz verde azulada da imensidão das águas”, pontificou Eva na ocasião do lançamento desse segundo ato de sua exposição-manifesto.

“Nossa terra sofre encharcada de águas escuras e com os córregos cheios de lixo. Quilômetros e quilômetros de lagoas, rios e mares são agredidos diariamente por toneladas de esgoto, sem o menor tratamento necessário. Para entender como a população se relaciona entre si num determinado lugar, basta ver como está a natureza em sua volta. O homem precisa recuperar a potência da natureza. Precisamos criar uma nova consciência, novos valores e a integridade de recuperar nossa cultura de raiz.”

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