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Aliança Bike quer aprovação imediata de projeto de lei que defende IPI zero para o setor das bicicletas

Aliança Bike defende aprovação do projeto de lei do senador Inácio Arruda, que prevê isenção do IPI para o setor de bicicletas

27 de Julho de 2018, 13:36

A taxa tributária onera o valor final das bicicletas em até 80,3%. Foi o que apurou a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), ao fazer a análise econômica do setor de bicicletas e das regras tributárias relativas a esse nicho. Como alternativa para viabilizar uma maior participação desse meio de transporte na locomoção urbana, a Aliança Bike defende a aprovação imediata do Projeto de Lei 166/09, de autoria do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que prevê isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bicicletas e respectivas peças. Hoje, no Brasil, apenas 7,4% dos deslocamentos – o que equivale a cerca de 15 milhões de viagens diárias – são feitos em bicicleta, de acordo com a Associação Nacional do Transporte Público (ANTP).

“A Aliança Bike, instituição que representa a cadeia produtiva e de fornecimento de bicicletas, partes e peças, manifesta apoio à iniciativa do senador Inácio, na desoneração tributária do setor de bicicletas. As isenções propostas certamente trarão benefícios, por também estimularem este meio para o transporte da população, gerando inúmeras melhorias na saúde, meio ambiente e na facilitação de integração de transporte público, além de gerar mais empregos e renda para o país. A redução da carga tributária pode proporcionar benefícios aos consumidores, fabricantes, distribuidores e ao governo”, afirmou a Aliança Bike.

O mercado de bicicleta no Brasil apresenta grande destaque em termos globais, com um consumo médio de quatro milhões 500 mil de unidades ao ano e produção nacional de mais de quatro milhões de unidades em 2012. O país é o terceiro fabricante mundial de bicicletas. O IPI Zero para bicicletas significa a redução de mais de 20% no preço final do produto.

“Na verdade, a bicicleta deveria ser o meio de locomoção preferencial para distâncias curtas, de até dez quilômetros. Apenas a cultura de monopólio do automóvel, que lamentavelmente predomina na maioria das cidades, impede que esse barato e salutar veículo seja usado com mais frequência”, afirma o senador Inácio.