Especial

Ambientalistas e gestores municipais e do Estado discutem a preservação da Costa dos Corais

Maior área de proteção ambiental da América Latina gera emprego e aquece a economia da região

27 de Julho de 2018, 13:36

O 1o Seminário de Turismo Sustentável em Ambientes Recifais de Maragogi – que iniciou nesta segunda-feira (25) e segue até quinta-feira (28) – busca disseminar uma prática do uso consciente das praias de Maragogi, no litoral norte de Alagoas. A iniciativa é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio das secretarias municipal e estadual de Turismo e da Costa dos Corais Convention & Visitors Bureau. 

Os encontros, que contam com a participação de gestores do município ¬ localizado a 131 km de Maceió –, além de outras autoridades do Estado e de ambientalistas, realizam-se no hotel Praia Dourada. A pauta de discussão envolve três itens: a elaboração do uso público das zonas de visitação de Maragogi – com delimitação de áreas de banho e mergulho, trânsito e ancoragem de embarcações; a criação de um plano de contingência para situações de emergência, e a capacitação dos prestadores de serviços náuticos para a importância da preservação dos corais.

Economia sustentável

Verginia Stodolni, presidente do Costa dos Corais Convention & Visitors Bureau, diz que o seminário acontece no momento em que a sustentabilidade está em pauta no mundo todo. 

“O carro chefe da economia da região é o turismo, seguido pela agricultura e pesca. A estimativa anual é de 180 mil visitantes e é por isso que temos de discutir a criação de políticas sustentáveis que preservem o lugar. Não podemos perder a nossa galinha dos ovos de ouro”, analisa Verginia, com otimismo e bom humor.

Paulo Corrêa, analista ambiental e diretor da Área de Proteção Costa dos Corais (APA/CC), observa que a APA Costa dos Corais, criada em 1997, “é a maior UC [Unidade de Conservação] marinha federal com mais de 400 mil hectares e cerca de 120 km de extensão ao longo da costa, entre os municípios de Tamandaré (PE) e o norte de Maceió (AL)”.

De acordo com os organizadores do seminário, caso não houvesse a preocupação de preservar a área, a vida de muitos moradores de Maragogi, que dependem do turismo para viver, “em um futuro próximo seria alterada”. 

“Afinal de contas não teríamos como fazer turismo sem nossas belezas naturais”, conclui Vergínia.