Especial

Criado a partir de trabalho de estudantes do Cesmac, grupo Fibra Chã busca agora apoio do Sebrae-AL

Projeto de extensão do Cesmac envolve universitários e mulheres da comunidade Chã da Jaqueira, em Atalaia

27 de Julho de 2018, 13:36

Fibra Chã é o nome do grupo de 11 artesãs que foi criado a partir de um projeto de extensão do Cesmac – chamado de “Beneficiamento da Fibra da Bananeira na Comunidade da Chã da Jaqueira" e realizado no município de Atalaia, a 48 km de Maceió –, cujo objetivo é transformar materiais descartáveis em objetos como lixeiras, pastas, caixas, buquês de flores e outros utensílios e adereços.

O programa venceu o “Prêmio Santander Universidade Solidária”, em 2012, recebendo a quantia de R$ 100 mil para compra de máquinas, equipamentos e materiais para fabricação das peças – a matéria prima essencial dos objetos é a fibra extraída da folha da bananeira. Atualmente, alunos e professores dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Administração, Direito, Publicidade e Propaganda e Psicologia buscam ajuda junto ao Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), seção Alagoas, para o desenvolvimento de uma estratégia comercial.

Os alunos são preparados para repassar ao Fibra Chã o que aprendem na escola, capacitando e orientando esse grupo de mulheres artesãs para o mercado de trabalho. “Entre as ações interdisciplinares feitas pelos estudantes está o desenvolvimento das peças e do design, feita com os alunos de Arquitetura e Urbanismo”, informou o site da Agência Sebrae de Notícias.

“Além de ser premiado e virar referência nacional, o projeto originou o 1o Workshop sobre Empreendedorismo, que levou membros da comunidade de Atalaia a conhecerem o curso de Arquitetura e Urbanismo do Cesmac. Outra ação importante foi a visita ao projeto ‘Mulheres de Fibra’, em Maragogi, que também recebe o apoio do Sebrae”, atestou informativo do Sebrae-AL

No início deste mês, a direção do Cesmac se reuniu com diretores do Sebrae-AL, buscando uma parceria através do projeto “Turismo em Maceió e Entorno”. O objetivo é garantir apoio nas questões que envolvem comercialização, gestão e formalização.

Professora do curso de Arquitetura e coordenadora do projeto de extensão do Cesmac, Hannah Melo diz que o apoio do Sebrae propiciará às artesãs uma possibilidade de elas se organizarem melhor, sendo capacitadas na área de produção, formação de preços e assessoria técnica. “Depois disso, o Fibra Chã poderá conquistar espaço em feiras e eventos renomados e, no futuro, caminhar com as próprias pernas”, afirmou a professora Hannah.

O vice-reitor da universidade, professor Douglas Apratto, concorda que o projeto Fibra Chã contribuirá para a geração de emprego “e para a qualidade de vida das artesãs”.

“Esse trabalho”, destacou o vice-reitor, “amplia o envolvimento dos estudantes com o empreendedorismo e cria novos mecanismos para que eles possam acompanhar mais de perto como funcionam as micro e pequenas empresas.” 

O superintendente do Sebrae-AL, Marcos Vieira, acredita que esse esperado apoio do Sebrae ao grupo Fibra Chã trará “grandes oportunidades para as artesãs”, que poderão até vender os produtos nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. “Caso as artesãs se preparem, podem alcançar abertura de mercado e reconhecimento internacional”, declarou.