Especial

IMA busca a preservação das piscinas naturais da Pajuçara com ação educativa dirigida a jangadeiros e turistas

Ação é parte de um projeto chamado 'Conduta Consciente em Ambientes Recifais' e deve se repetir em janeiro

27 de Julho de 2018, 13:36

O Instituto do Meio Ambiente (IMA) mobilizou equipe nesta segunda-feira (16) para uma ação educativa nas piscinas naturais da Pajuçara, na costa de Maceió. O objetivo é orientar banhistas e jangadeiros sobre os cuidados com a fauna e flora marinhas naquela área frequentada por turistas. Trata-se de um projeto, batizado de “Conduta Consciente em Ambientes Recifais”, que, de acordo com a Comunicação do IMA, “é intensificado com a aproximação do Verão e aumento do número de visitantes”. 

“A atividade será repetida nos dias 4, 8, 18 e 31 de janeiro, e no dia 1o de fevereiro”, informa o site do instituto, que está propondo ao conselho municipal responsável pela conservação das piscinas para que a prefeitura encampe novas campanhas visando um maior comprometimento do pessoal que trabalha nesse ambiente natural. “É preciso que ocorram novas ações educativas que sensibilizem os jangadeiros sobre a importância dos cuidados para a preservação da biodiversidade existente”, afirma Ricardo César, diretor técnico do IMA.

De acordo com o IMA, foram verificados alguns problemas, como o atracamento das embarcações sobre as pedras e a entrega de ração para os banhistas atraírem os peixes. “O instituto fez um trabalho de sinalização e ordenamento da área de atracação, com a colocação de poitas, indicadas por boias, e cordas que servem para que as jangadas sejam amarradas. Mas constatamos que há pessoas que não respeitam. Conversamos e eles passaram a colocar as jangadas no local certo, mas isso não pode ser apenas quando estamos com nossa equipe presente”, declara o diretor-presidente Adriano Augusto.

A equipe do IMA chegou a recolher alguns saquinhos com a ração que era distribuída entre os banhistas. “Esse é um dos mais belos cartões postais que temos  e temos de fazer o possível para que continue assim – primeiro pela riqueza da biodiversidade que apresenta e depois porque é garantia de sustento para diversas pessoas”, defende Augusto. 

A ação educativa iniciada nesta segunda-feira é desenvolvida pelo setor de Gerenciamento Costeiro (Gerco) do instituto. "Os técnicos abordam usuários das piscinas, que geralmente são receptivos. Eles orientam sobre locais corretos para atracação de embarcações e atitudes que devem ser evitadas, tais como jogar lixo no mar, quebrar e arrancar os recifes de corais, alimentar os peixes e retirar conchas e outros organismos marinhos como souvenir”, informa a Comunicação do instituto..