Especial

Presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural avisa aos navegantes: 'Não esperem sossego nos dias de Carnaval'

Presidente da Fmac diz que, além das prévias em fevereiro, maceioense cairá no frevo também em março, em dez bairros da capital

27 de Julho de 2018, 13:36

“Vamos fazer o Carnaval nos dias de Carnaval”, comprometeu-se o presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural, Vinicius Palmeira, em conversa com a reportagem do Alagoas Boreal. Na quinta-feira (9), no coquetel de lançamento do baile “Carnaval de Edécio Lopes”, na cacharia Água Doce, no bairro de Jatiúca, ele explicou: “Além das prévias, estamos preparando o Carnaval para acontecer em dez polos na capital”.

Eis uma boa notícia. Para quem considerava Maceió a “capital do sossego” nos dias do Carnaval, é bom ir repensando o assunto porque, para a prefeitura, a ideia não é bem essa. 

“Maceió tem um milhão de habitantes. Desse total, digamos que 200 mil – uma elite – vão curtir a festa em Olinda ou Salvador. E o restante da população?” Palmeira informa que, assim como o Réveillon, os festejos de Carnaval serão descentralizados. “Vamos fazer eventos na Pajuçara e no Posto Sete [Jatiúca], em Fernão Velho, Ipioca, Benedito Bentes, Clima Bom, Jacintinho, Bebedouro e na Ponta Grossa. As instituições que trabalham com o Carnaval nesses bairros é que definirão o formato das festas. Não será um Carnaval homogêneo.”

Ele exemplifica. “O pessoal do Benedito Bentes tende a fazer a brincadeira à tarde. A ideia é programar matinées buscando a formação de público. Querem convencer as novas gerações a ter um Carnaval em Maceió.” Quanto à tradicionalíssima praça Moleque Namorador, na Ponta Grossa, não há muito o que discutir. “Esse pessoal fará o que quiser. Vai ter Carnaval de manhã, à tarde e à noite. Eles são a tradição, a resistência do Carnaval.” 

“Outros bairros”, continua Palmeira, “vão trabalhar os blocos. É o que eles querem e isso deve ser respeitado.”

Semba ou samba

Em relação às escolas de samba – sistematicamente renegadas por governos municipais e estaduais nas, vamos lá, duas últimas décadas –, é de se esperar um novo horizonte também para elas em 2014. As agremiações desfilarão, juntamente com os afoxés, na orla da Pajuçara. “Isso de dizer que o samba não é alagoano é pura bobagem. O samba vem de um ritmo africano chamado semba, que significa umbigada e é a matriz do coco e do pagode. O nosso coco e o samba estão intrinsecamente ligados”, ensina o gestor, avisando que o samba é tão “deles” (dos cariocas) quanto nosso.