Especial

Agentes de vigilância sanitária e fiscalização ambiental autuam e interditam estabelecimentos na parte alta da capital

Operação realizada nesta segunda-feira (27) flagrou irregularidades em dois estabelecimentos

27 de Julho de 2018, 13:36

Uma ação que reuniu agentes de diversos órgãos municipais e estaduais de fiscalização sanitária, incluindo o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), interditou e autuou estabelecimentos comerciais de Maceió, nesta segunda-feira (27). De acordo com a Comunicação da Superintendência de Limpeza Urbana (Slum) – que realizou a operação em conjunto com a Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma), com a Vigilância Sanitária Municipal e com a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (a Adeal), uma distribuidora de aves e uma empresa de recolhimento de lixo hospitalar foram penalizadas.

O Varejão do Frango, na via Expressa, no bairro do Tabuleiro, que recebe mil e 800 aves por dia, foi flagrado cometendo diversas infrações. “A situação está crítica em relação ao meio ambiente. As condições no local não são adequadas para este tipo de atividade. O chorume dos galpões está sendo carreado para as linhas d’água e o estabelecimento também não tem licença ambiental. Vamos interditar e fazer um auto de infração para a empresa como um todo”, afirmou ao site da prefeitura o coordenador de fiscalização da Sempma José Soares.

A Adeal também comprovou irregularidades. “O responsável já confirmou que não tem o Guia de Trânsito Animal (GTA), o que já configura animais clandestinos, sem procedência”, declarou a médica veterinária Lara Campelo. “Além disso, há as más condições de manutenção das aves. Muitas aves mortas no mesmo local das vivas. Há sinais de abate também. Tudo está fora das conformidades. Isso pode oferecer riscos para o consumidor.”

Lixo hospitalar sem desinfecção

Na mesma via Expressa, próximo à granja, a empresa Amsco Ambiental e Serviços Ltda., também recebeu a visita dos agentes do governo. A Slum afirma que em novembro o estabelecimento deixou de emitir o laudo comprovando a desinfecção do lixo hospitalar pelo processo de autoclave, ficando assim impedida de despejar o lixo no Aterro Sanitário.

“Para descartar o lixo no aterro é preciso apresentar um laudo de que a carga foi tratada. O aterro não aceita o material em função da falta dessa comprovação”, esclareceu o coordenador de fiscalização da Slum, Carlos Tavares.

O representante da Amsco alegou que o lixo estava indo para um galpão próximo ao aeroporto internacional Zumbi dos Palmares, já no município de Rio Largo. “Isso não é permitido”, afirmou Tavares. A empresa foi autuada pela Slum e também multada pela Sempma, porém, não foi interditada. “Mas, a depender da situação encontrada nos galpões, ela poderá ser lacrada pelos órgãos responsáveis nos próximos dias”, alertou o informativo da Slum.