Especial

IMA recolhe vestígios de óleo diesel vazado em acidente de caminhão em São Luiz do Quitunde

Análises estão sendo feitas por equipe técnica; empresa responsável pela carga não solucionou o problema

27 de Julho de 2018, 13:36

Uma equipe do Instituto do Meio ambiente (IMA) retornou nesta quinta-feira (30) ao local onde uma carreta que transportava óleo diesel havia tombado, no início da tarde de quarta-feira (29). O acidente ocorreu numa área próxima à ponte da Flamenguinha, no município de São Luís do Quitunde, distante 52 km de Maceió. O caminhão que transportava 45 mil litros de combustível perdeu o controle e tombou. A Comunicação do IMA explica que a preocupação do instituto “é evitar que o produto não alcance o leito do rio Santo Antônio e cause um impacto maior ao ecossistema daquele local”. 

De acordo com o IMA, até crianças entravam no tanque para retirar combustível e vender

Segundo informou o IMA, o caminhão é equipado com dois tanques e um deles transbordou com o tombamento. “O outro está intacto, mas a população da região saqueou a carga dos dois. Até crianças entravam no tanque para retirar o combustível e levar para casa ou vender no local”, alertou os técnicos da Diretoria de Laboratório, que recolheram amostras de oito diferentes pontos, na várzea e na cabeceira do rio Santo Antônio, onde foram encontrados vestígios do óleo diesel vazado. “O problema é que, se chover, o combustível poderá descer da várzea até o leito do rio. A área deve ser isolada e a empresa tem a obrigação de providenciar a retirada do líquido derramado”, explicou o diretor técnico Ricardo César.

Notificada logo na quarta-feira para apresentar relatório com os procedimentos a serem adotados para a solução do problema, entretanto – reporta a equipe do IMA – até esta quinta-feira a empresa contratada pela Transalagoas Transporte Ltda., responsável pelo combustível, “ainda estava organizando o planejamento da ação”. A empresa foi intimada a agir com urgência.

Alguns pontos localizados na várzea apresentavam vestígios visíveis do óleo diesel derramado – avisou o IMA, esclarecendo que, para acompanhar a remoção do combustível e avaliar o impacto, a equipe da gerência de Geoprocessamento identificou uma área de 1,8 hectares, ou seja, pouco mais de 10 mil m².