Especial

Conselho da APA de Santa Rita marca reunião para coibir degradação ambiental na prainha da Barra Nova

Objetivo é planejar ações educativas e coibir práticas que degradam o meio ambiente na prainha da Barra Nova

27 de Julho de 2018, 13:36

Membros do conselho da APA de Santa Rita (Área de Proteção Ambiental) se reúnem nesta quinta-feira (6), na “sede descentralizada” do Instituto do Meio Ambiente (IMA), localizada na ilha de Santa Rita, no município de Marechal Deodoro, a 32 km de Maceió. De acordo com a Comunicação do IMA, “os 14 membros foram convocados para tratar de temas como as ações educativas e de fiscalização para coibir a presença de veículos na prainha da Barra Nova, em Marechal Deodoro”.

Denúncias sobre a presença irregular de veículos na prainha levaram o IMA a uma fiscalização neste domingo (2). A ação contou com o apoio do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e da Marinha do Brasil. “Naquele dia, nenhum automóvel foi flagrado cometendo a irregularidade”, relatou o informativo do IMA.

“Percebemos que está sendo respeitada a orientação sobre a proibição e recebemos a informação de que os próprios comerciantes do local não estão permitindo a entrada dos veículos. De toda forma, está na pauta a discussão sobre a colocação de placas educativas”, declarou o diretor de Unidades de Conservação, Alex Nazário.

O IMA está preocupado com o trânsito de veículos tracionados em toda a orla da prainha, contribuindo para a destruição da vegetação de restinga e os ninhos de ovos de tartarugas. “Além disso”, declara o instituto, “banhistas denunciaram o aparecimento de tartarugas mortas porque frequentadores estariam matando intencionalmente os organismos conhecidos como cebolas marinhas”, A supressão de vegetação nativa e substituição por coqueiros, atracação de embarcações de modo inadequado e deposição inadequada de resíduos sólidos são outras infrações que estão sendo cometidas na região.

A APA de Santa Rita possui dez mil 230 hectares, distribuídos entre os municípios de Maceió, Marechal Deodoro, Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco. Foi criada em 1984 com o objetivo de preservar as características ambientais e naturais das regiões dos canais e lagoas Mundaú e Manguaba, ordenando a ocupação e uso do solo. Localizada na região metropolitana da capital, enfrenta, de acordo com o IMA, “o desmatamento, pressão imobiliária, ocupações irregulares, pesca predatória e a poluição hídrica e outros problemas”.

Entre os representantes do conselho da APA de Santa Rita – formado por representantes do poder público e da sociedade civil –, além do IMA e do BPA, estão a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh); as secretarias de Meio Ambiente dos municípios de Maceió, Marechal Deodoro e Coqueiro Seco; o comitê do Complexo Estuarino-Lagunar Mundaú-Manguaga (Celmm); o Instituto Federal de Alagoas (Ifal); a Universidade Federal de Alagoas (Ufal); a Federação dos Pescadores de Alagoas (Fepeal); a ONG Salsa de Praia; a associação cultural e de lazer (da Barra Nova) Mão Cheia e a empresa petroquímica Braskem.