Cultura

May Honorato canta o amor como resposta aos tempos sombrios e de incertezas

Primeiro álbum da cantora e compositora, ‘Clarão’ será lançado nesta sexta-feira (1), em todas as plataformas digitais

30 de Abril de 2020, 16:10

Maylson Honorato/ Assessoria

A palavra “clarão” significa claridade intensa, jato de luz viva e instantâneo, ou pode se referir a uma revelação transformadora. É essa palavra e seus contundentes significados que dá nome ao álbum de estreia da cantora e compositora May Honorato, que será lançado nessa sexta-feira (1º.), em todas as plataformas digitais. Com sua assinatura nas dez faixas do disco, a artista alagoana abre o coração e solta a voz, além de fazer um convite para imergir em sentimentos, clareza, clarão em tempos sombrios e de incertezas.

Para May Honorato, o disco é luz que viajou no tempo e no espaço, já que muitas das canções foram compostas anos atrás, aparentemente com o propósito de se encontrarem no presente. O disco começou a ser trabalhado em 2018 e, de acordo com May, moldou-se praticamente sozinho, a partir das composições que falam inevitavelmente de sua vida.

'As composições funcionam como um tipo de relicário a ser revisitado'

“O processo de construção do próprio CD tornou-se um clarão na minha história pessoal, como mulher, autora da minha vida, da minha carreira como intérprete e, sobretudo, como compositora. As composições funcionam como um tipo de relicário a ser revisitado e, provavelmente, cheio de peças que serão ressignificadas inúmeras vezes, por mim e por outras pessoas”, diz a cantora.

O lançamento, que ocorre em meio à pandemia do novo coronavírus, já estava previsto desde o final do ano passado e foi mantido pela crença da artista na precisão de sua mensagem. Com letras que evocam leveza, casa, família e, ao mesmo tempo, intensidade e paixão, “Clarão” aparece como um lugar de encontro e de conexão por meio da música, em um momento de isolamento social.

“Fala de aceitação, leveza, amor, autoconhecimento”, explica May. “As canções descrevem momentos essenciais de compreensão em que mudamos a nós e nossa relação com o mundo. O álbum fala desses momentos que acontecem em sigilo, na mente e no coração das pessoas. Cada um tem seus clarões, estes são os meus, hoje.”

Cada um tem seus clarões, estes são os meus, hoje', diz a cantora e compositora

Repleto de metáforas que utilizam a força da natureza para expressar sentimentos e desenhar narrativas sonoras, a compositora May Honorato se destaca com versos precisos como “Fiz furação de rede, deitei/ Fiz alçapão degrau e subi”, da canção “Ninando Chico”, que abre o disco e faz uma clara referência ao sagrado rio São Francisco e aos costumes nordestinos. Na faixa “Leve”, a artista encanta com voz doce e poderosa, na letra que parece ter sido escrita para os dias de hoje: “Aprender a ficar tranquila/ Entre vendavais/ Escolher a leveza e a paz/ Passar grandeza e dor como iguais”. Em seguida, surge uma voz potente e apaixonada, na estonteante “Ninho”, que “Se desfaz no meio da noite / Como um sonho curto demais”. E nesse passeio entre poesia e sonoridades, o disco mistura pop com MPB e ritmos populares, resultando em momentos sublimes como o da faixa-título: “Leia seu tempo/ Na minha mão/ Prepare a vista/ O amor é um clarão”.

Álbum independente tem produção cuidadosa

Para alcançar a sonoridade que desejava, May Honorato contou com uma equipe de peso, liderada por Jâneo Amorim, que assina a direção musical, além de tocar piano e sanfona. Ela define a banda como um grupo de amigos e diz que o trabalho foi extremamente orgânico. Além do diretor, tocam nas faixas: Roberi Rei (percussão e efeitos), Willbert Fialho (violão), Allyson Paz (bateria), Misael Dantas (contrabaixo), Félix Baigon (baixo acústico) e Toni Augusto (guitarras). “Clarão” é uma produção independente e foi mixado por Toni Santana (Estúdio G) e masterizado por Marcelo Saboia, responsável por discos de ícones da música brasileira, como Milton Nascimento, Ivete Sangalo, Caetano Veloso e do alagoano Djavan.

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