Especial

Empresa paulista investe R$ 5,9 milhões em comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas da região Norte

Operadora Evoltz, que faz a manutenção de 3.561 km de linhas de transmissão de energia elétrica em dez Estados brasileiros, investe em populações fora de contato com áreas urbanas

26 de Maio de 2020, 10:08

De Assessoria

A Evoltz, empresa com sede em São Paulo (SP) dedicada à operação e manutenção de 3.561 km de linhas de transmissão de energia elétrica em dez Estados brasileiros, atuando na região amazônica por meio de duas concessões, a Norte Brasil Transmissora de Energia (em sociedade com a Eletronorte) e a Manaus Transmissora de Energia, está promovendo o investimento de R$ 5,9 milhões em comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e de agricultura familiar em dois territórios do Estado do Pará (Calha do Norte do rio Amazonas e Terra do Meio), em parceria com o Imaflora, por meio da rede Origens Brasil®. Trata-se de uma rede premiada pela ONU (Inovação Internacional), que reúne mais de 1.700 produtores na Amazônia (quilombolas, extrativistas e povos indígenas).

O investimento será disponibilizado por meio de um programa socioambiental que tem duração de dois anos e meio, porém, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, um valor de R$ 689.576,80 já está sendo aplicado de modo emergencial para permitir manter essas populações fora de contato com populações urbanas.

Investimento de R$ 5,9 milhões permitirá compra de cestas básicas e outros tipos de ajuda

Desse montante, R$ 466.532,00 está sendo destinado à Coopaflora (Cooperativa Mista dos Povos Tradicionais da Calha Norte), por meio do Fundo Rotativo das Cadeias da sociobiodiversidade da Calha Norte, no Pará. Por dois meses consecutivos, essa doação permitirá a compra de 2.200 cestas básicas com itens de alimentação, higiene pessoal e limpeza para 1.100 famílias de indígenas, quilombolas e agricultores familiares da região Norte. Para fomentar a manutenção das atividades agroextrativistas, a partir da compra da produção pela Coopaflora para formação de estoque e comercialização de produtos, foram empenhados R$ 80 mil.

Doações já começaram a acontecer no início de maio

A Rede de Cantinas da Terra do Meio, rede de produção e comercialização que une ribeirinhos, indígenas e agricultores familiares na Reserva do Xingu, irá receber a quantia de R$ 223.004,80, que serão destinados para promover a melhoria na qualidade de vida, proteção às florestas e geração de renda por meio da promoção de produtos florestais não madeireiros, com a viabilização da safra de copaíba, borracha e babaçu de 14 cantinas ribeirinhas, localizada nas reservas extrativistas dos rios Xingu e Iriri e do Riozinho do Anfrísio. Esta ação irá impactar mais de 400 famílias em 27 cantinas, oito mini usinas em cinco terras indígenas e três unidades de conservação. Para essa região, serão doadas 464 cestas básicas.

Por meio do fortalecimento e aceleração do Origens Brasil®, a Evoltz assume o compromisso de seguir realizando aportes financeiros trimestrais ao longo dos próximos dois anos e meio, somando um montante total de R$ 5,9 milhões, que visa estimular negócios éticos com rastreabilidade e transparência que contribui para a manutenção da floresta em pé e do modo de vida das populações locais em situação de vulnerabilidade na região Amazônica.

“O nosso compromisso é criar um vínculo duradouro com as comunidades locais, incentivando-as, neste momento de pandemia, a manter contínuas as atividades agroextrativistas e apoiar a produção das famílias locais, assegurando o abastecimento de alimentos e itens essenciais, preservando-as da exposição ao novo coronavírus, e também fortalecendo a rede de produção florestal a longo prazo”, afirma João Nogueira Batista, CEO da Evoltz.

Família indígena recebe cesta básica com alimentos e itens de limpeza

Para Patrícia Cota Gomes, gerente de projetos e mercados florestais do Imaflora e cordenadora da Rede Origens Brasil®, “esse apoio é fundamental para acelerar e expandir o Origens Brasil® para outras regiões da Amazônia”. “Com ele, pretendemos fortalecer as cadeias de produtos da biodiversidade de populações tradicionais e povos indígenas, ajudando a conectá-las com mercados consumidores mais éticos, de forma a gerar renda e valorização do importante papel que esses povos exercem na manutenção da floresta em pé.”

As doações das cestas básicas já começaram a acontecer na primeira quinzena de maio. Nos próximos três meses terá início a utilização dos recursos de capital de giro para a compra direta de óleo de copaíba, castanha do Pará e cumaru das famílias que residem nos munícipios de Alenquer, Altamira e Oriximiná, no Estado do Pará, assim como em Nhamundá, na divisa entre Pará e Amazonas.