Especial

Pássaro choquinha-de-alagoas, ameaçado de extinção, recebe proteção do IMA

O Instituto do Meio Ambiente afirma se tratar de uma espécie que hoje só existe dentro na Estação Ecológica do município de Murici, localizada em Unidade de Conservação

20 de Julho de 2020, 10:11

Da Redação

Pássaro ameaçado de extinção, a choquinha-de-alagoas (myrmotherula snowi) hoje é encontrada somente em Murici, na Estação Ecológica (Esec). no município distante 53 km da capital. “A espécie aparece em lista nacional, utilizada pelo Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas para realizar trabalhos na área de fauna, também em pesquisas e mobilização para que a ave não desapareça da Mata Atlântica”, destaca o informativo enviado à Redação.

De acordo com o press-release do IMA, pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba têm se mobilizado para evitar que a espécie seja extinta. “O pássaro é considerado endêmico por ocorrer apenas no fragmento de Mata Atlântica da Esec. Segundo eles, foram registradas 17 aves no local, estimando-se que devem existir cerca de 50 choquinhas-de-alagoas.”

O gerente das Unidades de Conservação do IMA, Epitácio Correia, afirma que o passeriforme tem predileções por áreas com altitude a partir de 400 metros acima do nível do mar e também por árvores altas. “A espécie choquinha-de-alagoas”, explica o técnico, ”vem sendo mais estudada nos últimos dois anos. Sabe-se pouco sobre ela. Muita coisa ainda vai ser descrita por instituições e pesquisadores, e a gente espera poder direcionar ações e continuar os trabalhos mais específicos em prol da conservação desses animais.”

Para o Instituto do Meio Ambiente, as rápidas mudanças ambientais trazem desequilíbrios ecológicos, levando animais endêmicos, a exemplo da choquinha-de-alagoas, à extinção. “Além do possível desaparecimento acelerado de outros animais”, informa a instituição, observando que “a criação de Unidades de Conservação é um dos meios para que tanto a flora quanto a fauna sejam preservadas e as espécies endêmicas continuem nos habitats naturais”.

O gerente Epitácio Correia explica que “áreas protegidas, de modo geral, têm muita importância para a perpetuação desses animais”. “Além de ser a base para a garantia de diversos recursos, como a qualidade do ar.”