Oportunidades

Cadastro Único da Cultura Alagoana começa a operar on line

O portal Cuca pode, também, ser instalado em seu smartphone como aplicativo, com todas as informações sobre o benefício proporcionado pela lei federal Aldir Blanc

23 de Julho de 2020, 09:16

 

Da Redação

O Cadastro Único da Cultura Alagoana (o Cuca), lançado recentemente pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), propõe-se a “oferecer ao cidadão um sistema que apresente uma maior transparência e sirva como acesso à Lei Aldir Blanc". O sistema, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, é totalmente on-line, garantindo, de acordo com o informativo da Secult enviado à Redação, “a confiabilidade dos dados”. Segundo a instituição, o Cuca “evitará a duplicidade no pagamento” do auxílio determinado pela lei.

A Secretária Mellina Freitas diz que a plataforma busca “facilitar o trabalho dos gestores municipais e dos próprios profissionais, tornando mais célere o cadastro dos representantes  da cultura”. “Esses dados serão a base para a análise do agente financeiro que irá habilitar aqueles que receberão o auxílio e, também, para um mapeamento da cultura em nosso Estado. Isso irá nos nortear na formatação de projetos, de maneira que possamos atender cada vez mais as demandas do setor.”

Campanha do governo para divulgação da nova ferramenta cultural 

O portal e aplicativo disponível para Android e IOS permite ao gestor acompanhar todo esse procedimento em sua cidade, pelo computador ou smartphone. “O Cuca tem espaço e tecnologia para atender a todos os 102 municípios de Alagoas”, explica o superintendente de apoio à produção cultural, Paulo Poeta. “Ele servirá, também, como acesso à Lei Estadual de Incentivo à Cultura e como mapa cultural do Estado.”

O assessor técnico de desenvolvimento tecnológico da Secretaria da Ciência, Pedro Ivo, recomenda que “todos os trabalhadores da cultura em Alagoas” efetuem seu cadastro no Cuca. “Será um sistema em desenvolvimento constante dividido em três etapas: cadastro dos proponentes e das unidades executantes, cadastro de editais e, posteriormente, prestação de contas.”

Segundo Ivo, nessa primeira fase, o sistema dá acesso à Lei Aldir Blanc e ao cadastro para receber o benefício. “Este auditado pelo próprio sistema”, informa o técnico, avisando que, posteriormente, será programado “um espaço para cadastro de editais e prestação de contas”. “Será um sistema aberto para que todos consigam ver o que está sendo feito e como a verba está sendo utilizada. Será quase como uma rede social da cultura no nosso Estado.”

A diretora-presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural (a Fmac), Vânia Amorim, declarou apoio à iniciativa do governo estadual. “Aqui em Maceió vamos estimular imensamente. Finalmente, teremos dados sobre o número de trabalhadores da cultura. Com esses dados, podemos argumentar e justificar investimentos públicos nessa área.”