Cultura

Diego Bernardes estrela vídeo de cultura alagoana

Artista se destaca realizando um trabalho de dança a partir de informações ancestrais da cultura afro-brasileira; trata-se de mais uma produção audiovisual da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas

17 de Agosto de 2020, 16:11

 

Da Redação

O dançarino, coreógrafo, diretor e professor Diego Bernardes, fundador do grupo afro de dança e teatro Aiê Orum, é um expoente da dança afro-brasileira em Maceió. Bernardes estrela o recém lançado vídeo da série de audiovisuais realizados pela Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (a Diteal), “Diego Bernardes: Alê Orum”.

Atuando no Complexo Cultural Teatro Deodoro no centro da capital, onde realiza oficinas gratuitas de dança (atualmente em recesso por conta da pandemia do coronavírus), Diego Bernardes traz uma bagagem muito rica envolvendo não somente a dança, mas o teatro em sua vertente mais performática e comprometido com a ancestralidade afro-brasileira. O vídeo, disponível nas redes sociais do Teatro Deodoro e no canal da Diteal no YouTube, é mais uma realização primorosa da equipe de audiovisual da instituição.

'Através da dança, contamos a história, trazendo esse contato identitário com as pessoas'

“Eu comecei em 2000”, conta o artista no vídeo, afirmando que seu “primeiro contato” no meio teatral foi com o diretor e cenógrafo José Acioli Filho. “Foi a primeira vez que eu pisei no palco e, daí por diante, comecei a fazer parte de alguns grupos. Em 2004, entrei no grupo da escola Geraldo Melo com Julien Costa, outra fera do teatro alagoano. Em 2005, foi o meu primeiro contato com a cultura afro-brasileira, quando vi uma apresentação do projeto social da Mãe Neide, uma parceria da escola com o projeto.”

O cenógrafo e diretor teatral José Acioli Filho

No informativo enviado à Redação, a comunicação da Diteal faz referência à música da cantora e compositora baiana Xênia França, que introduz o artista com a canção “Pra que me chamas?”. “Ao som de Xênia, Diego percorre a sala de dança, passando pelo mezanino até o piso principal da galeria de artes do Complexo Cultural Teatro Deodoro”. Vale o registro da Diteal, chamando atenção para a exuberância da dança de Bernardes já no início do vídeo.

“É uma grande satisfação para a Diteal poder contar um pouco da história e apresentar para o mundo o trabalho valioso do Diego Beronardes, parceiro importante da diretoria”, entusiasma-se a presidente da Diteal Sheila Maluf, corroborada pelo gerente artístico da instituição, Alexandre Holanda. ““Fomos procurados há um tempo pelo Diego Bernardes, que trazia na sua proposta trabalhar a dança afro com aulas gratuitas para jovens da comunidade e esse trabalho vem se desenvolvendo”, pontua Holanda.

Diego Bernardes explica que criou o grupo Aiê Orum com o objetivo “de levar a arte e a cultura afro-brasileira para os jovens, que têm muita dificuldade em se identificar com o negro e não sabe qual a sua origem”. “Através da dança, a gente conta a história, traz esse contato identitário com as pessoas – o assumir o eu.”