Especial

Grupo de artistas transmasculinos lança coletivo com o objetivo de gerar emprego e cobrar políticas públicas

O Cats (Coletivo de Artistas Transmasculines) é pioneiro no Brasil; inicia atividades nessa sexta-feira (4), com o lançamento de carta-manifesto, em texto e vídeo

04 de Setembro de 2020, 09:33

Da Redação

Primeiro coletivo de artistas transmasculines do Brasil, o Cats lança Carta-Manifesto nesta sexta-feira (4). A carta, também em vídeo (veja aqui o teaser), será divulgada nas redes sociais do grupo, inaugurando suas atividades. O Coletivo de Artistas Transmasculines foi criado por Leo Moreira Sá, ator, dramaturgo e designer de iluminação, e Daniel Veiga, dramaturgo, ator e diretor. Ambos homens trans (Leo era a Lou, baterista da banda paulistana dos anos 1980 As Mercenárias), os dois, segundo o informativo enviado à Redação, encontraram-se no início do ano “para buscar um caminho que pudesse reverter o cenário de invisibilidades que insiste em apagar artistas transmasculines no Brasil”. 

O coletivo desenvolverá um canal YouTube para documentar a luta transmasculina no Brasil

“A partir da troca de conversas sobre suas vivências e observações de mundo”, informa o press-release do Cats, "Leo e Daniel elaboraram uma Carta-Manifesto com o objetivo de criar um potente instrumento na luta contra a invisibilidade de artistas transmasculines”. 

O Cats, segundo seus membros, quer gerar oportunidades de trabalho para artistas transmasculinos, estimulando, também, suas próprias produções. Outro objetivo é “divulgar plataformas com informações sobre os artistas, nas quais produtores, diretores e criadores artísticos podem buscar por tais profissionais”. Também desenvolverão um canal no YouTube voltado "ao público em geral", documentando a história da luta transmasculina brasileira. Além disso, pretendem cobrar “políticas públicas que atendam às demandas destes artistas”.