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Fundação SOS Mata Atlântica fala sobre o mar, movimento conservacionista e crise climática

Dentro da série 'Mata Atlântica em Debate', a live desta quarta-feira (7), a partir das 18h30, abordará problemas que ocorrem no nosso oceano em alusão ao 'Dia do Mar' em 12 de outubro

07 de Outubro de 2020, 12:03

Da Redação

A Fundação SOS Mata Atlântica realiza nesta quarta (7), às 18h30, uma nova edição da série “Mata Atlântica em Debate”. Os encontros virtuais da instituição abordam temas relacionados à conservação do bioma mais ameaçado do Brasil, que é a Mata Atlântica. Nesta quarta, em alusão ao 12 de outubro, o dia do mar, data criada na Convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar em 1994, o tema será o mar. O evento é gratuito e será transmitido pelo Facebook e Youtube da fundação. Inscreva-se aqui.

“Mediado por Herton Escobar, jornalista especializado em ciência e meio ambiente e repórter do Jornal da USP”, explica o informativo enviado à Redação, “o evento pretende provocar uma reflexão sobre a relação entre a situação das cidades litorâneas frente à adaptação para as mudanças climáticas e o papel de cada setor da sociedade neste processo.”

Ilha do Campeche (SC): litoral sul brasileiro/ Foto/ Shutterstock/ Arquivo

Um dos participantes é Beatrice Padovani, professora da Universidade Federal de Pernambuco e conselheira da Liga das Mulheres pelo Oceano – que falará sobre a história do movimento conservacionista, “as lições aprendidas e as perspectivas para o período entre 2021 e 2030, denominado pelas Nações Unidas ‘Década da Ciência para o Oceano’". “Já Luciano Candisani, fotógrafo, mergulhador, velejador, autor de livros e narrativas fotográficas sobre o mar”, destaca o press-release da fundação, “dará sua percepção a partir das vivências e registros do ambiente marinho, principalmente em manguezais”.

Eduardo Hosokawa, chefe da seção de mudança do clima da Secretaria de Meio Ambiente do município de Santos (SP), é o terceiro participante, abordando uma experiência em sua cidade no litoral sul do Estado de São Paulo. Falará sobre “lições que outras cidades podem considerar nos próximos anos para lidar com a crise climática”.

Biólogo Diego Martinez fala da crise climática

“O ‘Mata Atlântica em Debate’”, observam os organizadores, “acontece no momento em que o Brasil passa por uma sequência de altas temperaturas em diversas cidades, fator que, além de impactar a qualidade de vida das pessoas, também contribui para o aumento da temperatura do mar, derretimento de geleiras e aumento no nível dos oceanos.”

De acordo com o relatório “State of the Climate”, a década de 2011-2020 “foi a mais quente da história do planeta”. Segundo esses dados, 2019 esteve entre os três anos mais quentes desde o século 19. “Além disso, no ano passado, o nível médio global do mar ficou 87,6 mm acima da média de 1993, quando as medições de satélite começaram. A temperatura média global da superfície do mar foi a segunda mais alta já registrada – o ano recorde foi 2016, por conta do El Niño”, destaca a Fundação SOS Mata Atlântica.

O biólogo da instituição, Diego Igawa Martinez, diz existir “uma relação direta entre a crise climática e o desequilíbrio dos oceanos. “Seja como causa ou consequência", afirma. “A região litorânea da América do Sul pode ser uma das mais impactadas pelas mudanças climáticas e restaurar a Mata Atlântica e seus ambientes costeiros pode ser uma das soluções.“