TV Boreal

'Grande Prêmio do Cinema Brasileiro' será apresentado remotamente

Transmitido do estúdio da TV Cultura, sem plateia, festival será exibido, também, nas redes sociais da emissora; no domingo (11), a partir das 21h30

09 de Outubro de 2020, 08:42

Da Redação

No domingo (11), a partir das 21h30, a TV Cultura exibirá a décima-nona edição do “Grande Prêmio do Cinema Brasileiro”, este ano apresentado apenas na telinha da emissora, bem como nas redes sociais. “A festa que todos os anos lota um tradicional teatro com mais de mil artistas, diretores, roteiristas, produtores e técnicos dará lugar a uma cerimônia remota, dirigida pelo cineasta Ricardo Elias, com transmissão pela TV Cultura, pelo YouTube e Facebook da emissora”, destaca o informativo enviado à Redação. O evento estava programado para esse sábado (10), mas foi transferido para o domingo por causa do horário eleitoral obrigatório

De acordo com a produção do festival, a jornalista e cineasta Marina Person e a apresentadora Adriana Couto, a Didi, se revezarão como mestres de cerimônia no estúdio da emissora. Não haverá plateia. Os vídeos e números musicais foram gravados previamente. A abertura dos envelopes com os nomes dos filmes, artistas e técnicos que levarão o prêmio será ao vivo. O festival foi auditado pelos consultores da PwC, rede de contatos antigamente chamada de PricewaterhouseCoopers, a mesma empresa que faz a apuração do Oscar. O troféu Grande Otelo será entregue diretamente na casa de cada um dos vencedores, depois do evento.

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Com roteiro do jornalista Hugo Sukman, o “Grande Prêmio do Cinema Brasileiro” homenageia este ano todos os profissionais do setor audiovisual. “Em meio a cenas emblemáticas de filmes dos mais variados gêneros e épocas, e trechos dos concorrentes, serão anunciados 32 prêmios para longas-metragens, curtas-metragens e séries brasileiras”, informa o press-release da TV Cultura, lembrando que os vencedores são “escolhidos pelo amplo júri formado por profissionais associados à Academia Brasileira de Cinema, além da categoria voto popular”.

O presidente da Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais, Jorge Peregrino, diz que “não foi fácil” a realização da décima-nona edição do festival. “Mas tinha de acontecer. Mesmo diante de tantas adversidades, não poderíamos deixar de celebrar nossos filmes, nossa produção audiovisual, o cinema brasileiro. 2020 entrará para a história como um ano de descobertas, por causa da pandemia. E a principal delas é a de que ninguém vive sem arte e sem cultura, pois elas também são alimento, em qualquer forma em que se  apresentem."

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O músico carioca Paulinho Moska é uma das atrações musicais do evento. “Ele gravou da sua casa um vídeo cantando ‘Luzia Luluza’, música de Gilberto Gil, de 1968, que fala sobre um homem que está em um táxi a caminho de uma sessão de cinema”, destacam os produtores, informando a participação de outros artistas, como Joyce Moreno e Francis Hime, que farão, também, apresentação remota com a música "Cinema Brasil", canção de Hime de 2007. Encerrando o evento, Pedro Luís e Teresa Cristina farão um medley de três músicas de Chico Buarque que foram trilha de grandes sucessos do cinema brasileiro: “Vai Trabalhar, Vagabundo”, “Quando o Carnaval chegar” e “Bye Bye Brasil”.

Os finalistas concorrem em 32 categorias e foram escolhidos em votação pelos sócios da Academia. “Bacurau”, dirigido por Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, é o longa com maior número de indicações, 15 categorias, seguido por “A Vida invisível”, de Karim Aïnouz, 14 categorias, e “Simonal”, de Leonardo Domingues, com dez.

“A lista reúne um total de 200 profissionais indicados, 35 longas-metragens brasileiros e dez longas estrangeiros”, informa a comunicação do evento. “Ao todo, este ano também estão na disputa 15 curtas brasileiros. No ano em que o ‘Grande Prêmio’ homenageia coletivamente a indústria audiovisual, foram inscritos mais de 1.300 profissionais nas diferentes categorias, 81 longas de ficção, 56 longas documentários, 64 curtas-metragens, 82 séries brasileiras, 37 longas-metragens internacionais e 14 longas ibero-americanos.”