TV Boreal

Dançarino e pesquisador Jessé Batista aborda a trajetória dos QuilomBrothers Crew

O grupo palmarino trabalha com o hip hop desde 2008; segundo Batista, essa trajetória transgride 'positivamente os padrões sociais impostos à juventude'

13 de Outubro de 2020, 10:17

Da Redação

A série de lives “Sesc Cultura ConVida”, que estreou na sexta-feira (9), recebe nessa quarta-feira (14), às 16h30, o dançarino e pesquisador de artes Jessé Batista – um dos oito alagoanos que participam desse evento nacional promovido pelo Sesc, cuja finalidade é “incentivar a produção artística em todas as vertentes”. Batista abordará o movimento hip-hop como formação social, política e educacional para a juventude, partindo da experiência com o grupo QuilomBrothers Crew. A live será transmitida pelo canal do Sesc no YouTube.

Jessé Batista apresentou 'R.A.L.E (Realidade Apropriada Libera Evidência)' em 2019

Formado em Dança pela Escola Técnica de Artes (a ETA) da Universidade Federal de Alagoas, o palmarino Jessé Batista estreou no palco em 2014, como integrante da Cia. Dos Pés, no espetáculo “Nuvens enraizadas”. No ano seguinte, criou sua própria coreografia em “Encenações urbanas”, que estreou no Teatro Jofre Soares, no Sesc Centro, em Maceió.

O artista vai traçar um mapeamento do hip-hop em Alagoas

O QuilomBrothers Crew, tema da abordagem de Batista, é um grupo de breaking do município de União dos Palmares (AL), distante 77 km da capital. Formado por jovens dançarinos, desenvolve desde 2008 produções artísticas e culturais no interior de Alagoas, participando de eventos e festivais de dança, também, em outros Estados. “Jessé vai apresentar a experiência do grupo, os caminhos percorridos e a sua influência para formação identitária”, destaca o informativo do Sesc enviado à Redação. “Na oportunidade, o artista vai traçar um mapeamento sobre o hip-hop e o que o grupo desenvolve em seus trabalhos artísticos, que hoje transitam entre ações voltadas ao hip-hop e às artes cênicas.”

Jessé Batista afirma que “as manifestações artísticas ligadas ao hip-hop surgiram no intuito de transgredir positivamente os padrões sociais impostos à juventude no contexto da época”. “Isso os tornou”, explica, “protagonistas de uma nova organização, que funciona como alternativa ao sentimento de inadequação e incertezas tão presente na maioria dos jovens acerca de um futuro.”