Cultura

Marcos Farias leva seu existencialismo romântico para o novo vídeo do 'Teatro Deodoro é o maior Barato'

Cantor e compositor se apresenta, acompanhado de banda no palco do Teatro Deodoro, interpretando a canção 'Solitude Coragem'

16 de Outubro de 2020, 09:30

Sebage Jorge/ Editor

O quinto vídeo da série “Teatro Deodoro é o maior Barato Edição especial” traz Marcos Farias interpretando a canção inédita “Solitude e Coragem”. O segundo álbum do cantor e compositor maceioense, “Tempo é Agora”, é de 2018 – o primeiro, "EmCanto", ele gravou em 2011. Um dos artistas selecionados pela Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (a Diteal) para a vigésima-primeira edição do programa “Teatro Deodoro é o maior Barato” – adiada, por conta da pandemia do novo coronavírus, para o ano que vem –, Farias, com mais de 30 anos de carreira, embora com apenas esses dois álbuns (e um EP, “Clara Água”, do ano passado), exibe uma musicalidade sóbria (serena?) e criativa, com surpreendentes lances românticos. Suas canções estão entre o pop do Kid Abelha e o existencialismo dramático de Lô Borges e Beto Guedes (o pop mineiro ou a MPB roqueira do Clube da Esquina). E ainda, assim como os mineiros, ele esbanja um belo falsete.

Marcos Farias interpreta a canção 'Solitude Coragem' no palco do Teatro Deodoro

O vídeo tem um problema, que se repete nessa série produzida pela Diteal. Personalidades convidadas para darem depoimentos (aqui do historiador Geraldo Majella e do músico Noberto Vinhas), embora tragam informações da trajetória do artista, também se arriscam em opiniões que, bem, soam desnecessárias – e você ansioso, pulando o falatório até chegar à apresentação do artista.

Marcos Farias conta que começou com a música aos oito anos de idade, cantando em corais e grupos religiosos. Nos anos 1990, membro da banda Vestindo a Carapuça, começou a compor, gravando o primeiro álbum solo, “EmCanto”, em 2011. “É a terceira vez que participo do projeto ‘Teatro Deodoro é o maior Barato’”, afirma o músico. “Essa edição especial é ímpar porque, com a pandemia, tivemos de nos reinventar. Foi muito criativo e muito bacana."

Acompanham Marcos Farias na gravação no palco do Teatro Deodoro os músicos Silvano Queiroz (teclados e direção musical), Fabinho Oliveira (baixo), Allysson Paz (bateria), Jadson Lima (guitarra), Nyron Higor (violão aço) e Jailson Brito (sax).