Especial

Artur Verlim inova na produção de máscaras criativas e vasos artísticos

Com perfil no Instagram desde julho de 2019, o @artesaooficial afirma 'fazer arte para quem valoriza a arte'; adquira suas peças na rede social ou no Estúdio Alavantu em Maceió

21 de Outubro de 2020, 11:12

Sebage Jorge/ Editor

Há pouco mais de um ano, o artista visual Artur Verlim iniciou um trabalho artesanal, inicialmente fabricando máscaras de proteção contra o novo coronavírus, seguindo-se a elas uma ininterrupta produção de peças em cerâmica – vasos e abajures e até uma combinação dos dois. “Depois de algumas tentativas de voltar a fazer moda, costurar, eu me descobri fazendo vasos de cimento”, conta Verlim, afirmando que sua arte “é livre”. “Obedeço à intuição ou aos sinais que vem do invisível", explica. "Sento para fazer e nunca sei qual será o resultado final da peça. Por isso atribuo o resultado ao mentor que me intui. Uso fôrmas ou faço as peças esculpidas, que geralmente são formas rochosas.”

O artista (que não se deixa fotografar) fazendo acabamento dos vasos

Na rede social do Instagram, ele mantém um perfil, o @oartesaooficial, para expor suas obras e fazer negócio. A ideia inicial – ele diz – “era fazer arte para quem valoriza a arte”. “Na pandemia eu comecei a produzir intensamente e a confeccionar máscaras. Tive a ideia de valorizar os artistas locais e então mandei umas peças para o Wado – eu o considero meu padrinho”. De acordo com Verlim, foi o músico que tornou seu trabalho conhecido. “Nesse mesmo período contei com o carinho de Fernanda Guimarães, Cris Braun, Wilma Araújo”, relaciona, reconhecendo, ainda, “a feliz oportunidade” de ter recebido orientações da jornalista e designer de moda Alina Amaral. “Foi ela quem sugeriu a coleção ‘Flor do Sertão’."

Trabalhando na série 'Flor do Sertão': 'A nova, 'Milagres', está tendo aceitação igual'

Outra mãozinha foi da cantora e compositora Flora Uchoa. "Flora foi extremamente importante para que eu continuasse com o @artesãooficial.”

O vaso também é abajur nessa peça em homenagem a Frida Khalo

As peças do @artesaooficial são criativas e surpreendentes, buscando referências culturais, a exemplo da série “Flor do Sertão”. “Essas peças”, conta o artista, “são feitas por mim desde a mistura do cimento até sua finalização no meu ateliê. Como não tenho uma loja física, o contato para aquisição desses trabalhos é pela minha página do Instagram.”

Artur Verlim diz que as ideias 'brotam' 24 por dia e elas acabam virando novas coleções
Os vasos são feitos em cimento: 'Obedeço à intuição ou aos sinais que vem do invisível'
'As peças esculpidas geralmente são formas rochosas'

Os vasos custam a partir de R$ 25, enquanto a máscara “básica” sai por R$ 15. “Na vida profissional”, afirma o artesão, “tive outras ocupações, escriturário, telefonista. Trabalhei em farmácia, secretaria e administração, turismo, ação social e ainda fui vendedor em shopping, fiz trabalhos de imagem pessoal.”

Durante a pandemia, diz que ficou “totalmente isolado, sem companhia” – seguindo, claro, “todas as medidas de proteção”. “Quando não estou trabalhando, eu estou pensando em novos projetos. Na minha mente brotam ideias 24 horas e estou sempre aproveitando essas ideias.”

A máscara bordada da cantora Wilma Araújo

Você pode, também, encontrar os vasos do @artesaooficial, na capital, no Estúdio Alavantu à avenida Doutor José Sampaio Luz, 1.370, no bairro da Ponta Verde. Este mês, Artur Verlim lançou a série “Milagres” (ele é natural de São Miguel dos Milagres, o balneário do litoral Norte distante 96 km de Maceió), segundo artista “tão bonita quanto a ‘Flor do Sertão’”. “Pelo menos a aceitação está sendo igual.”