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Governo lança 'Manual de Solicitação de Perícia' para ajudar instituições que precisam dos serviços da ciência forense

A Perícia Oficial do Estado recebeu nessa segunda-feira (7) os primeiros 50 exemplares do livro publicado pela Imprensa Oficial Graciliano Ramo

08 de Dezembro de 2020, 09:20

Da Redação

A Perícia Oficial do Estado de Alagoas acaba de lançar o volume “Manual de Solicitação de Perícia”, escrito e organizado por peritos criminais do Instituto de Criminalística, um médico legista e uma odontolegista do Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima (o IML)  Nessa segunda-feira (7), a instituição recebeu os primeiros 50 exemplares do livro, editado em parceria com a Secretaria de Estado da Comunicação (a Secom) e publicado pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos. O manual, de 161 páginas, deverá servir, de acordo com a agência de notícias do governo, a instituições que necessitarem de perícia e de outros serviços “realizados pelos institutos que compõem a perícia forense em Alagoas”. “O manual recomenda quesitos básicos, quesitos específicos, quesitos que devem ser evitados, procedimentos e recomendações gerais”, destaca reportagem do site oficial nessa segunda-feira.

O perito Wellington Melo, chefe do Instituto de Criminalística, explicou à Agência Alagoas que “o manual propõe uma melhor forma de realizar solicitações, com objetivo bem definido e quesitação específica, quando couber”. “Essas observações, em forma de itens descritos como sugestões no livro”, afirma Melo, “permitirá a construção de uma solicitação que dará maior celeridade na realização das perícias, bem como mais qualidade nas respostas dos peritos oficiais, impactando diretamente nos inquéritos policiais e nos processos criminais.”

Essa primeira edição do “Manual de Solicitação de Perícia” é de 500 exemplares – em breve será lançado, também, em formato digital, no site da Perícia Oficial. Para o perito geral Manoel Melo, trata-se de “mais um elemento que ratifica o altíssimo nível dos peritos oficiais de Alagoas e a capacidade que não fica aquém em nada, quando comparados ao restante do país”.

O secretário de Estado da Comunicação, jornalista Ênio Lins, observa uma “tradição” alagoana na área de perícia criminal “a partir de Elísio de Carvalho, ainda no começo do século 20”. “Ele é um dos pais da perícia oficial brasileira. Agora, com esse manual de solicitação de perícia, estamos dando um passo em todo sistema de segurança e na área democrática do Estado. Em todo momento se aposta na ciência como instrumento para qualquer tipo de atividade, quer seja na cultura, no jornalismo, na economia ou na polícia. Isso significa dizer que a sociedade democrática tem referências técnicas para o trabalho que é realizado por setores do Estado.”